Pesquisa Ipsos-Ipec divulgada neste sábado (18/4) mostra que a maior parte da população brasileira, cerca de 56%, concorda com a decisão da Justiça de conceder prisão domiciliar provisória ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Por questões de saúde do paulista, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a pena será cumprida desta forma por um prazo inicial de 90 dias.
Os entrevistados responderam à pergunta: “A Justiça autorizou o ex-presidente Jair Bolsonaro a cumprir pena em prisão domiciliar durante 90 dias por motivo de saúde. O(a) sr(a) concorda ou discorda com essa decisão?”. Veja os resultados:
- Discorda totalmente: 26%
- Discorda em parte: 9%
- Nem discorda e nem concorda: 3%
- Concorda em parte: 18%
- Concorda totalmente: 38%
- Não sabe ou não respondeu: 6%
Segundo a pesquisa, o voto no segundo turno da eleição presidencial de 2022 é a variável que mais diferencia as opiniões dos entrevistados. Entre os que discordam totalmente, 18% votaram em Bolsonaro no 2° turno nas últimas eleições, enquanto 33% votaram no atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre os que concordam totalmente, 54% votaram no Bolsonaro e 30% no Lula.
A pesquisa mostra também que a concordância com a prisão domiciliar é maior entre os moradores das cidades do interior, chegando a 58%, do que entre aqueles que vivem nas capitais brasileiras (49%). Entre os que vivem em cidades com até 50 mil habitantes (60%), se comparado com os que residem nas cidades com mais de 500 mil habitantes (50%), a porcentagem também é maior.
Além disso, o levantamento também investigou a percepção dos brasileiros sobre o que deveria acontecer após o término do período de 90 dias de prisão domiciliar.
Os entrevistados responderam à pergunta: “Após o término desse período, caso a saúde de Jair Bolsonaro melhore, na sua opinião, ele deveria voltar a cumprir a pena na Papudinha ou deveria seguir em prisão domiciliar?”. Veja os resultados:
- Na papudinha: 42%
- Em prisão domiciliar: 49%
- Não sabe ou não respondeu: 9%
O voto para presidente no segundo turno de 2022 também é determinante nesta hipótese. Entre os eleitores de Bolsonaro, 82% defendem a prisão domiciliar e 12% o retorno à Papudinha. Entre os que votaram em Lula, 69% preferem o retorno à Papudinha e 25% a manutenção da prisão domiciliar.
O estudo foi realizado presencialmente, entre os dias 8 e 12 de abril, com 2 mil pessoas que tem 16 anos ou mais. A margem de erro é de dois pontos percentuais.



