Estreia tem duas ciladas clássicas: entrar desligado, ou achar que “vai sair na hora que quiser”. O CRB não caiu em nenhuma das duas. Venceu o CSE por 1 a 0, gol de Léo Campos, e venceu com postura de time que não quer brincar de estadual.
Quem esperava um CRB mais cauteloso por conta do pouco tempo de trabalho se enganou. A equipe foi pressionante, empurrou o CSE para dentro da própria área e colocou o jogo no roteiro que Barroca gosta: controle territorial, bola rondando, rival respirando curto. O gramado pesado atrapalhou a velocidade da circulação, mas não mudou a ideia. O CRB ficou em cima.
Só que o futebol tem uma parte chata que não dá para driblar, eficiência. O primeiro tempo foi um bombardeio que não virou placar porque Jefferson fez uma partida enorme, e porque o CRB finalizou mal em momentos que pediam frieza. Volume não ganha jogo sozinho. Volume é o caminho. O placar é o destino.
Barroca leu isso cedo e mexeu como quem não quer deixar o jogo ganhar vida própria. Quatro mudanças no começo do segundo tempo, e não foi loteria, foi intenção clara: subir qualidade, subir intensidade, aumentar a presença de área. O CRB continuou amassando, só que com mais agressividade. O gol saiu como tinha que sair, no acúmulo do sufoco. Léo Campos recebeu e bateu no canto, sem conversa.
O CSE, por outro lado, veio para sobreviver. Defendeu com dignidade, mas quase não mostrou plano para atacar. Depois de sofrer o gol, a reação foi tímida, pouca ambição, pouca ameaça. O treinador citou desgaste e problema de logística, com jogadores passando mal. Ajuda a explicar a queda física, não explica a falta de tentativa de mudar o jogo.
Público total: 5.054. Pagantes: 3.840. Renda: R$ 59.642,90.



