Pai de garçonete assassinada em Maceió diz que filha perdeu bebê após agressão do ex-companheiro


Lannya Kauane, de 18 anos, foi assassinada a tiros no Conjunto João Sampaio, no bairro Benedito Bentes, em Maceió. — Foto: Arquivo Pessoal

O pai de Lannya, garçonete assassinada, prestou depoimento na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e revelou detalhes da relação da filha com o ex-companheiro, apontado como principal suspeito do crime. Segundo ele, a jovem perdeu um bebê após ser agredida pelo homem durante uma discussão.

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De acordo com o relato, Lannya manteve um relacionamento com o suspeito por cerca de um ano e quatro meses, marcado por brigas frequentes, ameaças e episódios de violência. O pai afirmou que sempre foi contra a união e que o homem não aceitava o fim do relacionamento.

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Ainda segundo o depoimento, a jovem chegou a sair de casa para morar com o companheiro. O casal se mudou para Pernambuco, mas, após cerca de uma semana em Recife, o pai foi buscá-la e a trouxe de volta para Alagoas. Na época, a mãe de Lannya não teria conhecimento dos conflitos vividos pela filha.

De volta ao estado, Lannya passou a morar na casa do rapaz. Foi nesse período que engravidou, no ano passado. Conforme relatou o pai, ela estava no segundo mês de gestação quando perdeu o bebê após ser agredida durante uma discussão, motivada pela decisão da jovem de retornar à casa da família.

Após o episódio, o pai registrou uma denúncia na Central de Flagrantes. A Justiça concedeu uma medida protetiva contra o suspeito, mas, quando a polícia foi cumprir a ordem judicial, o homem já havia fugido.

Mesmo após as agressões, Lannya voltou a se encontrar com o ex-companheiro algum tempo depois. O pai relatou que a filha fazia uso de drogas e que o suspeito também seria usuário de entorpecentes, além de supostamente integrar o tráfico de drogas.

Ele afirmou ainda ter recebido mensagens de outras pessoas alertando sobre o comportamento violento do homem, incluindo relatos de assaltos e agressões contra outras mulheres.

Abalado, o pai pediu justiça e afirmou que não vai desistir de buscar punição para os responsáveis pelo crime. “Nada vai trazer minha filha de volta, mas a justiça pode evitar que outras famílias passem pelo que a nossa está passando”, disse.

Ao final do depoimento, ele deixou um alerta a outros pais e responsáveis, pedindo mais atenção à rotina, às amizades e aos ambientes frequentados pelos filhos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.

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Fonte: Gazetaweb