Varal de luzes provocou choque que matou mãe e filho em pousada


Mãe e filho morreram após choque elétrico em piscina

O Instituto de Criminalística de Maceió informou, em entrevista coletiva na manhã desta sexta, 6, as conclusões do laudo pericial sobre a morte de Luciana Helfstein, 39, e do seu filho, Arthur Helfstein, 11, ocorridas em uma pousada na cidade de Maragogi. ACOMPANHE O ALAGOAS 24 HORAS NO INSTAGRAM Segundo o laudo, diante dos elementos…

O Instituto de Criminalística de Maceió informou, em entrevista coletiva na manhã desta sexta, 6, as conclusões do laudo pericial sobre a morte de Luciana Helfstein, 39, e do seu filho, Arthur Helfstein, 11, ocorridas em uma pousada na cidade de Maragogi.

Peritos informaram resultado do laudo em coletiva; Fotos: POLC

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Segundo o laudo, diante dos elementos materiais coletados, constatou-se a presença de uma instalação de iluminação decorativa, comumente denominada “varal de luzes”, disposta no perímetro adjacente à piscina. A instalação infringia diversas prescrições da norma ABNT NBR 5410 (2004).

“Verificamos que o conector tipo plugue macho, situado no flanco direito do conjunto, estava em contato direto com a estrutura metálica do guarda-corpo, promovendo a energização acidental de toda a referida estrutura. Medições técnicas realizadas no local confirmaram um potencial elétrico de aproximadamente 220 V na superfície metálica”, explicaram os peritos.

O perito esclareceu ainda que, por se tratar de uma área molhada com a presença de da piscina, o local é classificado como de alta criticidade. “A ausência de medidas de controle e a inobservância das normas técnicas transformaram a área em um ambiente de perigo”, diz o laudo.

Após a análise do ambiente e das imagens das câmeras de segurança do local, o perito criminal José Veras também conseguiu definir a dinâmica do caso. “Mãe e filho entraram na piscina. O menor se apoiou na estrutura metálica do guarda-corpo e recebeu a primeira descarga elétrica. Em seguida, a mãe percebeu algo estranho ao ver o filho inerte. Ela então se aproximou e tocou na mesma estrutura metálica, sendo também eletrocutada. Após alguns segundos, os dois afundaram na piscina”, descreveu o perito.

O Instituto de Medicina Legal (IML) Estácio de Lima, em Maceió, já havia confirmado, em 6 de janeiro, que a causa das mortes foram eletroplessão (choque elétrico). Os exames cadavéricos em Luciana e Arthur Klein identificaram sinais claros da passagem de corrente elétrica pelos corpos, descartando a hipótese inicial de afogamento, e corroborando com a tese inicial do perito José Veras.

Os laudos, com o conjunto de provas técnicas do IML e do Instituto de Criminalística foram encaminhados à Polícia Civil.





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