O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) determinou que a Fictor apresente, no prazo de cinco dias, uma nova lista de credores. O motivo é, no mínimo, surpreendente. As empresas apontadas pela Fictor como maiores credoras negaram ter qualquer valor para receber do grupo.
Ao pedir recuperação judicial, a Fictor afirmou ter uma dívida de R$ 4,3 bilhões e apresentou uma lista de instituições. As maiores credoras seriam American Express e Sefer Investimentos, com uma dívida que, somada, ultrapassa R$ 1 bilhão. As duas, no entanto, afirmaram desconhecer os valores.
A Fictor disse que deve à American Express R$ 893,2 milhões, quase um quarto da dívida declarada. Mas a bandeira de cartão de crédito afirmou em comunicado que “um documento judicial protocolado em 2 de fevereiro de 2026 lista incorretamente uma entidade da American Express, American Express Brasil Assessoria Empresarial Ltda., como credora do Grupo Fictor”.
Já a dívida com a Sefer Investimentos seria de R$ 430 milhões. Em nota, a corretora afirmou que “não é credora do Grupo Fictor, atuando exclusivamente como gestora/administradora de clientes terceiros e que não realiza a concessão de crédito com recursos próprios”.
A Sefer, vale lembrar, é um dos alvos da 2ª fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela PF em 14 de janeiro. A primeira fase da operação levou os principais dirigentes do Banco Master à cadeia, um dia após a Fictor anunciar que compraria o banco de Daniel Vorcaro.




