O CSA fechou a primeira fase do Campeonato Alagoano com autoridade. Ao vencer o Cruzeiro por 2 a 0, neste sábado (7), no Estádio Rei Pelé, o Azulão garantiu a vice-liderança, empatado em pontos com o ASA (17), mas atrás no saldo de gols. Na coletiva pós-jogo, o técnico Itamar Schülle exaltou a evolução do time ao longo da competição, reconheceu as chances desperdiçadas e já virou a chave para o clássico contra o CRB nas semifinais.
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Apesar do placar construído com gols de Buba e Ronaldo Mendes, um em cada tempo, Itamar avaliou que o CSA poderia ter saído de campo com um resultado ainda mais elástico.
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— Foi um jogo de muita intensidade dos dois lados. Estamos muito satisfeitos pela vitória e por aquilo que buscávamos na partida. Mas reconhecemos que tivemos oportunidades que poderiam ter se transformado em mais gols. A vitória é sempre importante — analisou.
Construção do zero e números de destaque
O treinador fez questão de contextualizar a campanha azulina. Segundo ele, o CSA iniciou a temporada praticamente do zero, com apenas dois atletas remanescentes do ano passado, o que tornou o processo mais desafiador.
— Começar um trabalho do zero é uma tarefa árdua. Todos estão de parabéns pelo que vêm conquistando. Terminamos essa fase com números importantes: segunda melhor campanha ofensiva, melhor defesa, cinco vitórias. Isso mostra a construção que foi feita — destacou.
Com a classificação assegurada, Itamar tratou de reforçar que a semifinal representa um novo momento dentro da competição.
— É uma página que se vira. Começa uma nova história, uma nova competição em dois jogos — afirmou.
Clássico sem favorito
Questionado sobre o peso de encarar o maior rival já na semifinal, em confronto que elimina um dos postulantes ao título, o comandante azulino adotou discurso cauteloso e respeitoso.
Itamar ressaltou o trabalho do lado regatiano e a qualidade do treinador adversário, mas deixou claro que clássico não admite favoritismo.
— Do outro lado tem atletas que já trabalharam comigo, tem um grande treinador que eu respeito muito. Mas clássico é clássico. Não existe favorito. O momento pouco importa. São dois jogos e precisamos estar preparados mentalmente e psicologicamente — pontuou.
O técnico ainda destacou que o CRB manteve uma base da temporada passada, o que facilita o entrosamento, enquanto o CSA precisou reconstruir o elenco. Ainda assim, reforçou a confiança no grupo.
— O CSA tem feito um grande trabalho e merece estar nessa semifinal. Vamos nos preparar dia a dia para buscar esta final tão sonhada — completou.
Em clima de decisão antecipada, com a torcida já provocando o rival nas arquibancadas do Rei Pelé, o Azulão encerra a primeira fase fortalecido e embalado. Agora, é clássico. E, como o próprio Itamar resumiu: “começa uma nova competição”.



