Polícia Civil desarticula esquema de fraudes contra idosos


A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) desarticulou um esquema de fraudes bancárias contra idosos no Agreste do estado, após a prisão em flagrante de um homem de 60 anos e a identificação de um segundo envolvido, de 31 anos, que segue foragido. As investigações são conduzidas pelo 53º Distrito Policial de Arapiraca, sob a coordenação do delegado Medson Maia.

O primeiro envolvido foi autuado em flagrante nesta sexta-feira (06), no Centro de Arapiraca, após uma instituição financeira identificar movimentações atípicas e acionar as forças de segurança. De acordo com as apurações, o suspeito utilizava sua conta bancária para receber valores transferidos de forma fraudulenta das contas das vítimas, todas pessoas idosas, realizando em seguida sucessivos saques em caixas eletrônicos da região.

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Segundo o delegado, o caso mais recente ocorreu quando um idoso de 85 anos procurou uma agência bancária relatando ter sido abordado por um homem que se passou por funcionário da instituição e ofereceu ajuda no caixa eletrônico. Após o contato, a vítima constatou que todo o valor disponível em sua conta havia sido subtraído. Parte do dinheiro foi transferida para a conta do suspeito preso, que tentou realizar o saque, sendo impedido pela intervenção policial.

A partir da prisão em flagrante, a Polícia Civil aprofundou as investigações e identificou, neste sábado (07), o segundo homem envolvido no esquema, que foi oficialmente qualificado no inquérito policial. De acordo com o delegado Medson Maia, o grupo criminoso atuou durante o último mês em agências bancárias localizadas nos municípios de Arapiraca, Coruripe, Palmeira dos Índios e Penedo, abrangendo regiões do Agreste e do Baixo São Francisco.

As apurações indicam que o esquema funcionava de forma articulada: o segundo envolvido, de 31 anos, abordava vítimas idosas, com idades entre 65 e 85 anos, dentro das agências bancárias, oferecendo ajuda e se passando por funcionário do banco.

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Com isso, obtinha acesso às informações bancárias das vítimas e realizava transferências de todo o dinheiro disponível para a conta do comparsa, que posteriormente efetuava os saques. Os valores desviados variavam entre R$ 490 e R$ 2.000 e eram divididos entre os dois.

“Imagens dos sistemas de segurança das agências bancárias confirmam a presença do autuado realizando os saques, além de apontarem a atuação do comparsa, responsável por abordar as vítimas nos terminais eletrônicos e induzi-las ao erro”, destacou o delegado.





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