Semifinal Alagoano 2026: Quatro caminhos, uma sentença


O Alagoano entra na fase mata – mata.. FAF DIVULGAÇÃO

O ASA não chegou aqui por acaso, chegou por construção. Teve um detalhe de tabela que ajudou, quatro jogos iniciais em casa, e isso, com elenco em formação, vale muito.

ASA possui o artilheiro do estadual Alex Bruno.. — Foto: Lucas Auditore

Ganha confiança, ganha ponto, ganha tempo. Só que o mais importante é que não ficou preso a esse conforto. O ASA foi crescendo rodada a rodada, evoluindo com consistência, encaixando comportamento, subindo o nível sem precisar de barulho. Quando a competição apertou, o time já tinha corpo, ritmo e convicção.

Itamar Schulle CSA. Marlon Araújo

O CSA é outro roteiro. Quase tudo novo, desconfiança natural, e mesmo assim apareceu rápido uma identidade, competitividade forte. O que sustentou a virada foi uma campanha defensiva sólida, um time que entende o jogo sem bola, que sabe fechar espaços e não se desespera. O dado mais claro é simples: invicto, e invicto também nos duelos contra ASA e CRB. Isso mexe com o torcedor porque passa mensagem, não é promessa, é entrega. Itamar Schulle é peça central nessa leitura, ele traduz o perfil de experiência que o CSA precisava para recuperar confiança, menos discurso, mais organização, um time difícil de ser batido.

Eduardo Barroca e atletas precisam e podem mostrar muito mais.. CRB DIVULGAÇÃO

O CRB tem o melhor elenco, o maior investimento, e também o maior peso nas costas. Começou por último, seguiu o planejamento de ofertar minutos para todo mundo nos sete jogos e pagou a conta. Pagou em resultados, pagou em lesões, pagou em instabilidade defensiva. O time levou oito gols, e não foi só em bola aérea “clássica”, tomou até em bola parada originada de lateral ofensivo, aquele tipo de lance que não aceita explicação bonita. Por outro lado, o rodízio trouxe uma vantagem que dói, mas ensina: a temporada ainda está no começo e já ficou evidente quem sustenta exigência maior e quem fica devendo. Contra o CSA, o jogo vira teste de fogo. Não é apenas por vaga na final, é por narrativa também. O elenco quer o penta histórico, então vai ter que provar maturidade, não só qualidade.

Gabriel Teixeira, no centro, ao lado de toda a comissão técnica do Murici. Foto: Gabriel Teixeira/Arquivo pessoal

O Murici é a história que mais chama atenção porque começou com etiqueta de “brigar para ficar” e, em poucas rodadas, virou candidato real. O clube foi assertivo ao apostar em Gabriel Teixeira, jovem, promissor, e com um detalhe que pesa em Alagoas: DNA de campeão. O sobrenome carrega estrada, Celso Teixeira já passou pelos quatro que decidem o estadual. Isso não entra em campo sozinho, mas ajuda a dar caminho, leitura de cenário, e comando em jogo grande. O Murici já mostrou competitividade e personalidade, e chega sem complexo, pronto para tornar o jogo desconfortável para qualquer favorito.

Não interessa o que parecia no papel, interessa o que se aguenta quando o estádio encurta e a margem some. Sem romantismo: não premia campanha, premia acerto. ASA e CSA chegam mais prontos, CRB chega mais cobrado, Murici chega mais leve, e leveza em mata-mata vira veneno. Os jogos vão dizer quem tem plano e quem só tem esperança.



Fonte: Gazetaweb