Entre os documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos que mencionam o empresário brasileiro Eike Batista, há um pedido de Jeffrey Epstein, o financista americano condenado por tráfico sexual de menores, ao sultão Ahmed bin Sulayem. “Sei que Eike Batista abordou Hutchinson para uma joint venture em um novo porto no Brasil, ele está com problemas de caixa… algum interesse?”, escreveu Epstein em agosto de 2012. O sultão não demonstrou grande interesse. Veja o documento original do Departamento de Justiça americano aqui.
Conexão
O sultão bin Sulayem, dos Emirados Árabes, é atual CEO da DP World, conglomerado de logística e portos, e é figura recorrente e carimbada no caso Epstein.
Contexto
Hutchison é um grupo multinacional de gerenciamento de portos para contêiners, com atuação principalmente na China e Hong Kong.
Dúzia de citações
Os documentos divulgados apontam 12 encontros entre um emissário de Epstein (o consultor inglês Ian Osborne) e Eike Batista.
Sem memória
O brasileiro tem dito através de sua assessoria que não se lembra dos encontros com o emissário e nunca lidou diretamente com Epstein.
Sede do Tribunal de Contas da União (TCU), em Brasília. (Foto: Divulgação).
Omissão do MEC vira investigação no TCU
Nesta segunda-feira (9), o Tribunal de Contas da União (TCU) abriu processo para apurar se houve omissão do Ministério da Educação e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) na execução do PNLD 2026, programa do governo que distribui livros e material didáticos a escolas e alunos da rede pública. A denúncia apura a falta de livros em Braile, sistema de escrita tátil utilizado por pessoas cegas, que atingiu mais de 45 mil estudantes, todos sem material para o novo ano.
Afronta
A denúncia, assinada pelo deputado Sanderson (PL-RS), aponta que a falta dos livros compromete o acesso à educação, direito constitucional.
Auditoria técnica
O relator do processo no TCU é o ministro Augusto Nardes e está sob responsabilidade da auditoria de Educação, Cultura e Direitos Humanos.
Governo ao contrário
“Dinheiro sobre para suas gastanças, mas falta para acessibilidade e para quem realmente precisa. Prioridades invertidas”, disse Sanderson.
Só um exemplo
Adriana Ventura (União-SP) critica a “falta de coração” de Lula, que deixou alunos cegos sem livros em Braille. Segundo a deputada, R$40 milhões resolveriam, valor inferior ao torrado em viagens, por exemplo.
De mal a pior
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) escancarou o fiasco e o contraste de Lula na condução das estatais ao apontar o rombo bilionário em 2025: ‘No governo Bolsonaro, registraram lucro; no governo Lula, dão prejuízo’
Tragédias anunciadas
O ministro dos Transportes, Renan Filho, anda impressionado com o número de motociclistas sem CNH circulando no País. Ele disse à coluna que não têm habilitação 54% dos CPFs proprietários de motos.
Blindagem garantida
Integrantes da CPMI do INSS acham que a jogada do deputado estadual Edson Queiroz (PSB), submetendo-se a cirurgia às vésperas de depor, vai se arrastar até a conclusão dos trabalhos, no fim de março.
Choque geral
O ex-candidato a presidente Padre Kelmon se espantou com o ativismo político do padre que negou eucaristia a quem apoiou o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). “Essa é a esquerda em sua essência”, diz.
Espasmo ou exercício?
Para o deputado Kim Kataguiri (União-SP), Lula “já não esconde seus espasmos autoritários” e que, para o PT, partido do presidente, a boa relação com a imprensa “só é boa quando ela está de joelhos”.
Flopou
Pré-candidato ao governo baiano, o ex-prefeito de Salvador (BA) disse que Lula “não saiu muito feliz” da sua passagem pela Bahia porque o PT, apesar de ser dono da máquina estatal, realizou eventos esvaziados e “fracassados”, disse, para comemorar o aniversário do partido.
Torneira
O deputado Mário Frias (PL-SP) reafirmou sua postura em relação à Lei Rouanet, após divulgar imagem gerada por IA: “Eu fechei a torneira da farra, sim. E faria de novo. Porque respeito dinheiro público e o povo”.
Pergunta no jargão
Se não é paz e amor, é guerra é ódio?


