Novo líder do PSB na Câmara e ex-prefeito de Campinas (SP), o deputado Jonas Donizette prevê que o possível plano de Lula de ter Geraldo Alckmin (PSB) como candidato em São Paulo em 2026 não deverá acontecer.
Em conversa com a coluna, Donizette deixou claro que Alckmin sinalizou que não pretende concorrer ao governo paulista ou ao Senado. Mais do que isso: disse que, se não for vice, Alckmin não disputará qualquer cargo.

O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette
Chico Ferreira/PSB

Lula e Alckmin em evento relembrando atos antidemocráticos do 8 de janeiro
Breno Esaki/Metrópoles

Vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB)
BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
“Alckmin ou é vice, ou não concorre”, disse à coluna o novo líder do PSB na Câmara.
Na avaliação de Donizete, quando Lula afirmou, na semana passada, que Alckmin teria um “papel a cumprir” em São Paulo nas eleições deste ano, o petista não teria sinalizado uma candidatura estadual.
“Quando o presidente Lula discursou falando que ele teria um papel especial, no meu entendimento ele não falou sobre candidatura local, e sim que ele, como candidato a vice, vai fazer o que já fez na eleição passada: vai concentrar esforço no estado de São Paulo para poder obter um resultado eleitoral melhor. E o Alckmin mantém uma relação com setores da sociedade que agregam na candidatura majoritária”, avaliou o deputado.
Donizette, que é um dos caciques do PSB em São Paulo, defende que o ministro do Empreendedorismo e da Microempresa, Márcio França, seja o escolhido por Lula para disputar o governo do estado.
“Com relação ao Márcio França, ele tem um ingrediente que é muito importante para quem vai ser candidato: ele quer ser candidato ao governo de São Paulo. No Senado, acho que o nome do ministro Haddad é um nome que poderia muito bem ocupar uma das vagas; pelo percentual de votos que ele teve para governador, certamente garantiria uma das duas vagas para o Senado”, disse Donizette.
Alckmin na Fazenda?
Aliados de Alckmin apontam uma solução que, na avaliação deles, permitiria trocar seu vice nas eleições e, ao mesmo tempo, manter o ex-tucano em uma posição de destaque em seu governo.
A possibilidade, dizem, seria Lula sinalizar a Alckmin que seu atual vice-presidente poderia se tornar ministro da Fazenda no novo mandato, enquanto Fernando Haddad poderia ir para a Casa Civil.
A solução, dizem aliados de Alckmin, seria bem vista pelo PSB, que ganharia um filiado em uma das pastas mais importantes da Esplanada, mesmo perdendo o posto de vice-presidente.



