Quase um mês depois de afirmar que dois bebês haviam sido intoxicados após consumo de uma fórmula infantil da Nestlé, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) descartou a suspeita de contaminação.
Primeiro, a pasta atualizou a informação em forma de “errata” no pé da mesma nota publicada em seu site no último dia 13 de janeiro e, após questionada pelo Metrópoles, confirmou que, após análises, os casos foram classificados como “inconclusos”.
“Com base na redefinição da definição de caso pelo Ministério da Saúde, no dia 23 de janeiro de 2026, os episódios investigados por suspeita de contaminação pela fórmula foram classificados como inconclusos”.
Ainda de acordo com a SES-DF, “todas as informações disponíveis foram alinhadas tecnicamente com a empresa”, e complementou dizendo não haver confirmação de novos casos associados ao produto.
A mudança de diagnóstico, no relato da Secretaria de Saúde, ocorreu após as análises laboratoriais descartarem contaminação por outro agente, “impossibilitando a exclusão de diagnósticos diferenciais”. Sendo assim, “as crianças apresentaram quadro de diarreia e vômitos, evoluindo de forma satisfatória, sem maiores intercorrências”.
Recolhimento de produtos
Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição e uso de lotes específicos das fórmulas infantis da Nestlé.
A medida foi tomada após a própria Nestlé ter anunciado recolhimento voluntário devido ao risco de contaminação pela toxina cereulide, produzida pela bactéria Bacillus Cereus.
Dias depois, a SES-DF informou a intoxicação dos bebês. Foi essa última informação que acabou corrigida, agora, pela pasta do GDF.


