Caso Master: Celular de Vorcaro abre novas frentes de investigação | Foto: Reprodução
A Polícia Federal (PF) concluiu na quarta-feira (11) a perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abrindo novas frentes de investigação no caso. Segundo apuração do analista Teo Cury, o aparelho revelou informações sensíveis que incluem menções a autoridades com foro privilegiado. LEIA MAIS NOTÍCIAS DA POLÍTICA NACIONAL E INTERNACIONAL ACOMPANHE O…
A Polícia Federal (PF) concluiu na quarta-feira (11) a perícia no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, abrindo novas frentes de investigação no caso. Segundo apuração do analista Teo Cury, o aparelho revelou informações sensíveis que incluem menções a autoridades com foro privilegiado.
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A perícia só foi possível após a PF superar dificuldades iniciais de acesso aos dados, já que Vorcaro recusou-se a fornecer a senha do dispositivo. Com o auxílio de um software específico, os investigadores conseguiram acessar o conteúdo completo do aparelho, revelando conversas que mencionam diversas autoridades, incluindo o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pela condução do caso.
A descoberta das menções ao ministro gerou um embate institucional. O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, foi pessoalmente ao STF apresentar as informações ao presidente da Corte, Luiz Edson Fachin. “Na avaliação da PF, Toffoli não deveria continuar à frente da investigação devido às menções encontradas no celular do banqueiro”, afirma Teo.
REAÇÃO DE TOFFOLI E NOVAS FRENTES
Dias Toffoli rejeitou a possibilidade de deixar a investigação neste momento. Em nota divulgada por seu gabinete na noite de quarta-feira (11), o ministro afirmou que as menções encontradas são apenas “ilações” desconexas da realidade. Além disso, o ministro argumentou que a Polícia Federal não tem legitimidade para apresentar um pedido de suspeição, tecnicamente chamado de “arguição de suspeição”.
“Com base nas novas evidências, três frentes de investigação se abrem: uma possível investigação relacionada ao próprio ministro do Supremo; a manutenção da investigação no STF com abertura de novos inquéritos dentro do processo; e a possibilidade de desmembramento do caso para pessoas sem foro privilegiado, que poderiam ser investigadas na primeira instância”, explica o analista.
Vale lembrar que o caso do Banco Master chegou ao Supremo Tribunal Federal porque houve menção a um deputado federal, João Carlos Bacelar (PL-BA). Segundo especialistas, a simples menção a um parlamentar é suficiente para que um caso seja transferido para o STF, como ocorreu também em outros processos recentes.
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