Jailson Vicente da Silva, conhecido como Gaguinho Foto: Reprodução
MPAL aponta contradições no depoimento e destaca que vítima foi atingida pelas costas em Lagoa da Canoa
O Ministério Público de Alagoas (MPAL) solicitou e a Justiça decretou a prisão preventiva da mulher de 33 anos suspeita de matar o marido, Jailson Vicente da Silva, conhecido como Gaguinho, a facadas, em Lagoa da Canoa, no Agreste alagoano. A decisão ocorreu após a perícia da Polícia Científica descartar a versão de suicídio apresentada pela investigada.
O caso, já divulgado anteriormente pelo Alagoas24Horas, ganhou novos desdobramentos neste domingo (15), durante o plantão do Ministério Público de Alagoas. De acordo com o promotor de Justiça Ary Lages, as evidências técnicas contradizem o depoimento da suspeita.
Segundo a versão apresentada por ela, o marido teria tentado tirar a própria vida após uma discussão motivada por ciúmes. No entanto, o relatório preliminar da Polícia Científica apontou que Jailson foi atingido por golpes de faca nas costas, o que inviabiliza a hipótese de suicídio.
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Ainda conforme as informações repassadas ao MPAL, o crime teria ocorrido por volta das 11h de sábado (14). Entretanto, a mulher só acionou socorro cerca de oito horas depois, por volta das 19h. Quando as equipes chegaram ao imóvel, encontraram o corpo na sala da residência já em estado avançado de rigidez cadavérica. A perícia também constatou que uma das facadas atingiu o pulmão da vítima, causando a morte
“Ela prestou um depoimento com relatos fantasiosos, dizendo inclusive que pediu para ele não se esfaquear, que tentou tomar a faca, mas foi muita ingenuidade acreditar que a perícia não conseguiria calcular os detalhes e dá seu parecer técnico. Assim, não restava nada a fazer além de derrubarmos totalmente essa versão dela e pedir que fosse decretada a preventiva”, conclui o promotor.
Para o promotor, a suspeita tentou construir um álibi que não resistiu à análise técnica.
Diante das inconsistências e considerando que o casal estava sozinho na casa no momento do crime, o Ministério Público pediu a prisão preventiva, medida que foi acatada pela Justiça para garantir a ordem pública e o andamento das investigações.
O caso segue sob investigação das autoridades competentes.
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