EUA: Jesse Jackson, ativista dos direitos civis, morre aos 84 anos


Um dos principais líderes dos direitos civis dos Estados Unidos, o pastor Jesse Jackson morreu aos 84 anos. Em comunicado divulgado nesta terça-feira (17/2), a família anunciou o falecimento e falou sobre sua luta social e ativismo pelos direitos da população negra ao longo dos anos.

“Nosso pai era um líder servidor – não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os marginalizados em todo o mundo”, disse a família Jackson.

Aliado e próximo a Martin Luther King Jr., Jackson foi um pastor batista criado no sul segregado dos Estados Unidos. Ele estava presente quando King foi assassinado em Memphis, em 1968.

Quem era Jesse Jackson

Jesse Jackson foi um importante ativista dos direitos civis nos Estados Unidos. Nascido em 8 de outubro de 1941 em Greenville, Carolina do Sul, Jackson envolveu-se na política desde cedo.

Na década de 60, ele ganhou destaque como líder da Conferência de Liderança Cristã do Sul, de Martin Luther King.

Ele lançou duas organizações de justiça social e ativismo: a Operation Push em 1971 e a National Rainbow Coalition, doze anos depois. Jackson também concorreu duas vezes à nomeação do Partido Democrata para presidente, em 1984 e 1988.

Ao longo da vida, Jackson atuou em negociações diplomáticas, missões humanitárias e campanhas contra a discriminação racial, deixando um legado marcado pela defesa dos direitos civis nos Estados Unidos.

Veja o comunicado da família de Jesse Jackson:

“É com profunda tristeza que anunciamos o falecimento do líder dos direitos civis e fundador da Rainbow PUSH Coalition, o reverendo Jesse Louis Jackson Sr. Ele morreu pacificamente na manhã de terça-feira, cercado por sua família.

Seu compromisso inabalável com a justiça, a igualdade e os direitos humanos ajudou a moldar um movimento global por liberdade e dignidade. Incansável agente de transformação, ele deu voz aos que não eram ouvidos — desde sua campanha presidencial nos anos 1980 até a mobilização de milhões de pessoas para se registrarem para votar, deixando uma marca indelével na história.

O reverendo Jackson deixa a esposa, Jacqueline; os filhos Santita, Jesse Jr., Jonathan, Yusef e Jacqueline; a filha Ashley Jackson; e netos. Ele foi precedido na morte por sua mãe, Helen Burns Jackson; seu pai, Noah Louis Robinson; e seu padrasto, Charles Henry Jackson.

“Nosso pai foi um líder servidor — não apenas para nossa família, mas para os oprimidos, os sem voz e os esquecidos ao redor do mundo”, afirmou a família Jackson. “Nós o compartilhamos com o mundo e, em troca, o mundo tornou-se parte de nossa família estendida. Sua crença inabalável na justiça, na igualdade e no amor elevou milhões de pessoas, e pedimos que honrem sua memória continuando a luta pelos valores que ele viveu”.



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