O deputado distrital Fábio Felix (PSol), que foi atingido por um spray de pimenta lançado por um policial militar do DF, disse que exigirá “responsabilização dos policiais envolvidos” que irá “até o fim na cobrança pela investigação das condutas”. O caso ocorreu durante o Bloco Rebu na segunda-feira (16/2).
Em nota divulgada nesta terça-feira (17/2), Felix afirmou que “em nenhum momento agredi, destratei ou ameacei qualquer policial. Essa afirmação é falsa. Apenas tentei diálogo e fui agredido gratuitamente”.
O parlamentar ainda declarou que “nenhuma tentativa de criminalizar a minha atuação será tolerada”.
” Vamos exigir a responsabilização dos policiais envolvidos e vamos até o fim na cobrança pela investigação das condutas, inaceitáveis contra qualquer pessoa, seja ela parlamentar ou não”, completou.
Entenda a confusão
- Na tarde desta segunda-feira (16/2), durante o Bloco Rebu no Setor Comercial Sul, os cães farejadores da PMDF identificaram cheiro de maconha em pessoas que estavam no bloco;
- “Uma das organizadoras do evento foi informada sobre a situação e acompanhou a abordagem. Em seguida, outra organizadora solicitou que as pessoas presentes filmassem a ação policial e pediu que os abordados não fossem retirados do local”, informou a PMDF em nota.
- Na sequência, uma confusão se instalou e a coordenadora do bloco foi conduzida por obstruir o trabalho policial, segundo a PM.
- Ao saber da situação, o deputado distrital Fábio Felix (Psol) buscou mediar a confusão e conversar com a PM. Ao se aproximar de uma barreira instalada por policias foi atingido por um jato de spray de pimenta;
- A situação escalou e todos foram para a 5ª Delegacia de Polícia, que investigará o caso.
- A PM sustenta que o spray de pimenta foi uma resposta após o deputado ter encostado em um policial que estava na barreira. Fato que é negado pelo distrital.
- A Corporação informa que os fatos serão devidamente apurados pelos órgãos competentes, com observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e transparência que regem a Administração Pública.
Polícia Militar do DF
A confusão começou momentos antes, com a prisão da coordenadora do Bloco Rebu, Dayse Hansa. Segundo a PMDF, ela tentou impedir a ação policial durante a prisão de pessoas estavam no bloco com porções de maconha. Na sequência, o deputado tentou questionar a prisão da mulher e recebeu um jato de spray de pimenta no rosto.
“A corporação informa que os fatos serão devidamente apurados pelos órgãos competentes, com observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e transparência que regem a Administração Pública”, informou em nota.
Veja nota da PMDF na íntegra:
“Na tarde desta segunda-feira (16/2), durante policiamento realizado na galeria do metrô onde ocorria um evento, equipes da Polícia Militar do Distrito Federal atuaram após um cão farejador do BPCães, treinado para detecção de drogas e armas, indicar a presença de entorpecentes em uma tenda instalada no local.
Segundo o registro da ocorrência, próximo ao ponto indicado pelo animal, havia dois homens que estariam, em tese, comercializando substância com odor semelhante ao de maconha. Uma das organizadoras do evento foi informada sobre a situação e acompanhou a abordagem. Em seguida, outra organizadora solicitou que as pessoas presentes filmassem a ação policial e pediu que os abordados não fossem retirados do local.
Os autores não apresentaram resistência. Já a organizadora, ao tentar impedir a condução, posicionou-se à frente dos infratores e teria incitado pessoas próximas a evitar que fossem levados. Foi dada voz de prisão a ela.
Tendo em vista que a população foi incitada a agir contra a polícia, foi necessário o uso de força seletiva com instrumentos de menor potencial ofensivo para resguardar a integridade física dos populares, dos policiais e também dos detidos.
A corporação informa que os fatos serão devidamente apurados pelos órgãos competentes, com observância aos princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade e transparência que regem a Administração Pública.
Todos os envolvidos foram encaminhados à 5ª Delegacia de Polícia para as providências legais cabíveis.”




