Afastado em decisão unânime do pleno do Superior Tribunal de Justiça (STJ) por suspeita de assédio sexual contra duas mulheres, o ministro Marco Buzzi deixou o hospital DF Star, onde estava internado desde o dia 5 de fevereiro. Buzzi deu entrada na unidade de saúde com palpitações e dor no peito. Oito dias depois, ele teve alta e foi para casa, onde segue, ainda, com um atestado de 90 dias por questões psiquiátricas.
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O ministro do STJ deixou o DF Star na última sexta-feira (13/2), mas a saída dele só foi tornada pública nesta terça-feira de Carnaval.
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Buzzi foi afastado do cargo de ministro após chegarem ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) duas denúncias de que ele teria cometido assédio sexual. O envolvimento do ministro com a denúncia de uma jovem de 18 anos foi revelado pela coluna Grande Angular, do Metrópoles.
O ministro chegou a apresentar atestado de 90 dias no dia 10, mesma data em que foi afastado, mas os colegas decidiram que ele não deve estar no cargo enquanto tramita a sindicância interna contra ele.
A decisão do pleno pelo afastamento cautelar se deu dentro de sindicância já instaurada na Corte. Uma comissão de sindicância para deliberar sobre o resultado das apurações foi marcada para o dia 10 de março.
Duas denúncias
Buzzi foi alvo de duas denúncias de assédio sexual. A primeira mulher que o acusou foi uma jovem de 18 anos, filha de amigos do ministro. O segundo relato de assédio sexual chegou ao CNJ. Fontes ouvidas pela coluna afirmaram que o corregedor nacional, ministro Mauro Campbell Marques, ouviu declarações da nova suposta vítima e registrou oficialmente a denúncia.
Conforme mostrou a coluna Grande Angular, o ministro Marco Buzzi foi alvo de grave acusação de assédio sexual contra a jovem de 18 anos, que passava as férias de janeiro hospedada na casa do magistrado, em Balneário Camboriú (SC).
Atestado
O atestado apresentado por Buzzi antes da suspensão dele foi assinado por uma médica psiquiatra. A profissional relatou que Buzzi tem comorbidades, como diabetes e hipertensão, e que, devido ao tratamento com medicamentos, será necessário que ele seja acompanhado por um neurologista.



