Aumento de capital do BRB pelo Master/Reag deu prejuízo de R$ 107 milhões ao Banco de Brasília


O BRB teve um prejuízo de R$ 107 milhões ao vender ações para o Master e para fundos geridos pela Reag durante a promoção de dois aumentos de capital em 2024. As operações permitiram que o grupo ligado ao banqueiro Daniel Vorcaro detivesse 25% do BRB, com 32% das ações preferenciais e 11,25% das ações ordinárias.

O primeiro aumento de capital foi aprovado pelo Conselho de Administração do BRB no dia 12 de julho de 2024. Foram comercializadas 4.616.645 ações ordinárias e 30.178.719 ações preferenciais ao preço de emissão de R$ 8,45. Na época, no entanto, as ações do BRB eram cotadas a R$ 9,95 na Bolsa de Valores. Ou seja, o BRB deixou de receber R$ 1,50 por cada ação vendida. Portanto, um prejuízo de R$ 52 milhões;

Em 30 de outubro foram emitidas mais 35.335.691 ações ordinárias e 53.003.532 ações preferenciais em valor de R$ 8,49 por ação. Da mesma forma, os papéis eram cotados por valor mais na Bolsa de Valores à época, R$ 8,12. Uma diferença de R$ 0,63 em cada ação, o que somou uma perda de R$ 55 milhões;

Com as expansões, o capital do banco passou a ser representado por 486.181.087 de ações, sendo 320.121.149 ações ordinárias e 166.059.947 ações preferenciais. Por consequência, os fundos da Reag/Master passaram a deter 36 milhões de ações ordinárias e 53 milhões de ações preferenciais, ou seja, 11,25% das ações ordinárias e 32% das ações preferenciais do BRB.

Assim, as duas operações resultaram em desembolso equivalente a R$ 761 milhões, valor R$ 107 milhões inferior ao que deveria ter sido pago pelos quase noventa milhões de papéis.

 

 



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