Arkillys Marques, de 10 anos, morreu na tarde dessa quinta-feira (19) após ser soterrado por uma barreira enquanto brincava com amigos em Roteiro, no litoral sul de Alagoas. O acidente deixou a cidade em choque e a despedida do menino foi marcada por muita emoção.
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Ícaro, de oito anos, um dos sobreviventes, relembrou o momento angustiante:
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“Eu tava jogando, aí demorou um pouquinho a barreira cair, eu fiquei soterrado. Eu queria pedir a Deus pra me tirar, o pai me tirou, todo mundo me tirou, e eu saí bem.”
O velório reuniu familiares, amigos e vizinhos. Uma familiar comentou a dor da perda:
“Ninguém esperava isso acontecer, rapidão, né? Quando a gente tá doente é uma coisa, mas com saúde, com todo futuro pela frente e, de repente, já era. Fica difícil, muito difícil.”
A Secretaria de Educação de Roteiro lamentou o ocorrido e se solidarizou com familiares, colegas e amigos do estudante.
Como aconteceu o acidente
Segundo a polícia, quatro crianças estavam mexendo em um terreno próximo à Rua da Camboa, cavando um buraco embaixo de uma barreira para preparar um campinho de futebol. Durante a brincadeira, houve deslizamento da barreira.
“Uma das crianças, uma menina, ficou batendo na barreira, enquanto os dois menores cavavam embaixo. Houve o deslizamento e caiu um bloco grande de terra. A menina conseguiu ser puxada a tempo, mas o pequeno Arquiles, que estava mais embaixo, infelizmente foi atingido,” explicou a autoridade policial.
Uma moradora relatou que já havia alertado as crianças sobre o risco:
“Ela sempre dizia para não mexer na barreira porque era perigosa, mas as crianças voltavam a brincar lá quando ninguém estava olhando.”
A Delegacia de Roteiro investiga o caso para apurar se houve negligência, imprudência ou imperícia, o que poderia configurar até homicídio culposo.
Fé e solidariedade da comunidade
Para os pais de Ícaro, o momento foi de alívio e tristeza ao mesmo tempo:
“Pelo milagre, meu filho tá aqui com vida, graças a Deus, mas é triste pela perda do coleguinha. Todo mundo correu, o pessoal que tava trabalhando com máquina e pá, e meu filho saiu a tempo. Infelizmente o Arquiles não deu tempo, mas peço a Deus que conforte o coração do pai e da mãe dele.”
A família de Arquiles se apega à fé para buscar forças:
“Deus quem sabe de todas as coisas, o porquê, a gente não entende nada. Se a gente não se pegar com Deus, desmorona. É difícil, é duro, é doloroso, mas a gente tem que tocar o barco pra frente.”



