Servidores criticam secretário por não fazer defesa institucional dos quadros da Receita


Secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas. (Foto: Bruno Spada / Câmara dos Deputados)

Auditores e ocupantes de cargos de destaque na Receita Federal demonstram crescente insatisfação com Robinson Barreirinhas, o secretário do órgão. Ele não é do quadro da Receita, é procurador da prefeitura de São Paulo e advogado. Consideram-no pouco técnico e excessivamente alinhada a Fernando Haddad e a Lula (PT). Além disso, é acusado de não fazer a defesa institucional dos quadros da Receita nos vazamentos da dados de ministros do STF e seus familiares.

Precipitação

O clima ficou pior após as acusações, consideradas apressadas por integrantes da carreira, de auditores acessando dados sigilosos.

Trapalhada do Pix

O mal-estar não é recente. Começou na denúncia de taxação do Pix, prejudicando pequenos contribuintes, trabalhadores informais.

Saindo da toca

Os servidores também criticaram o envolvimento da Receita no debate público, com a divulgação sucessiva de notas à imprensa.

Órgão é técnico

Para auditores, muito ciosos da discrição e do papel de servidores de Estado, a direção extrapolou o caráter estritamente técnico da Receita.

Integrantes da Suprema Corte dos Estados Unidos. Foto: Fred Schilling/Supreme Court

Nos EUA, software detecta conflito de interesses

A Suprema Corte dos Estados Unidos continua dando lições de conduta ética. Acaba de adotar um software que auxilia os ministros a identificar possíveis conflitos de interesses. Esse software, que faz falta em certas cortes supremas, compara dados sobre advogados e partes em disputa com informações sobre os gabinetes dos magistrados. As “verificações automatizadas de impedimento” complementarão os procedimentos já existentes no tribunal que analisam possíveis conflitos de interesse.

Simples assim

Outra lição americana: o software não custou bilhões, foi desenvolvido por funcionários do seu Departamento de Tecnologia da Informação.

Código sem demanda

Nem precisava, mas a Suprema Corte adotou seu primeiro código de conduta em 2023, inspirado no comportamento ético dos próprios juízes.

Imparcialidade

O código determina que juízes devem se declarar impedidos em casos nos quais sua “imparcialidade possa ser razoavelmente questionada”.

Esses sindicalistas…

A CPMI do INSS vai analisar a quebra de sigilo bancário e fiscal de 11 associações e entidades sindicais, a pedido do relator Alfredo Gaspar (União-AL). Ao menos três delas têm ligação direta com a CUT e UGT.

Não será desta vez

A desistência de Daniel Vorcaro de dar a cara na CPMI do INSS provocou grande sensação de alívio nos quatro cantos da Praça dos Três Poderes. O temor (e a torcida, para a maioria) era de “carnificina”, caso o dono do Banco Master resolvesse, digamos, contar tudo.

Desculpas

Curiosas as alegações de Vorcaro para não viajar de São Paulo para Brasília, a fim de depor na CPMI. Disse que temia hostilidades durante voo comercial. E recusou carona no jato da PF: “Não sou criminoso”.

Propaganda apoteótica

O PL acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra Lula pelo desfile-bajulação na Sapucaí. Para o partido, o evento foi uma “apoteótica peça de marketing político-biográfico e de ataque a opositores”.

Gabinete do disparo

Gustavo Gayer (PL-GO) protocolou pedido de informações à Secretaria de Comunicação da Presidência sobre disparos em massa no WhatsApp sobre o Imposto de Renda. Quer detalhes de custos da operação.

Estarrecedor

A ONG Transparência Internacional fez na sexta (20) duras críticas a Alexandre de Moraes, apontando “autoritarismo estarrecedor”. Mandou a PF interrogar o sindicalista que exerceu o direito de criticar a investigação e os colegas auditores punidos sem processo formado.

Amigo protegido

Na Índia, Lula voltou a defender o amigo e ex-narcoditador venezuelano Nicolás Maduro. Disse que a captura pelos Estados Unidos “não foi aceitável” e alegou que o tirano deveria ser julgado na Venezuela.

Terrorismo ucraniano

A revista alemã Der Spiegel confirma: foi obra de militares da Ucrânia a explosão da Nord Stream, linhas submarinas de transmissão de gás entre a Rússia e Alemanha, em 2022. A CIA sabia, mas não concordou.

Pensando bem…

…escândalo político é redundância.



Fonte: Gazetaweb