A nova série História de Amor: John F. Kennedy Jr. e Carolyn Bessette, reacendeu o debate sobre como retratar Carolyn Bessette-Kennedy — não apenas em relação ao figurino ou ao tom exato de loiro recriado por Sarah Pidgeon, mas principalmente sobre quem ela foi além da imagem construída pela mídia.
Mais do que um ícone de estilo dos anos 1990, Carolyn era uma mulher reservada, firme em suas convicções e profundamente leal aos que faziam parte de seu círculo íntimo.
Descrita por amigos como afetuosa e acolhedora, ela contrastava com a figura fria e distante que parte da imprensa ajudou a consolidar. Após se casar com John F. Kennedy Jr., em 21 de setembro de 1996, Carolyn optou pelo silêncio público: nunca concedeu entrevistas e deixou pouquíssimos registros.
Em uma era anterior às redes sociais, mas já marcada pela perseguição dos paparazzi, ela manteve sua vida privada o mais protegida possível.
Sua trajetória foi interrompida em 16 de julho de 1999, quando morreu aos 33 anos em um acidente de avião ao lado do marido e da irmã, Lauren Bessette. Sem tempo para recontar sua própria história, Carolyn acabou eternizada tanto pelo estilo minimalista quanto pelo “mistério que a cercava”.
A série também revisita o romance com John, iniciado no começo dos anos 1990. Eles namoraram, se separaram e depois reataram — momento em que ele teria percebido que não queria perdê-la novamente. Apesar da fama e do peso do sobrenome Kennedy, Carolyn não se deixava impressionar.
Segundo amigos e até como a série a retrata, Carolyn falava o que pensava, mantinha sua independência e não se curvava ao status do companheiro. Quando foi pedida em casamento, respondeu: “Vou pensar”.
De acordo com amigos próximos, era justamente essa combinação de doçura e firmeza que sustentava a relação. Carolyn cuidava das pessoas ao seu redor, mas também confrontava John quando discordava dele.



