A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) desvendou o assassinato brutal de Elmôra Gomes Balbino Rosa, em Arapiraca, Agreste do estado, ao conectar o crime ao suicídio do autor, ocorrido poucas horas depois, em outro local. Os crimes aconteceram na madrugada desse domingo (22), quando o autor, motivado por ciúmes patológicos, desferiou um golpe de marreta na nuca da vítima antes de tirar a própria vida por enforcamento.
Segundo informações do delegado Esron Pinho, que investiga os casos, o casal mantinha um relacionamento há cerca de um mês. Segundo as investigações, o crime começou a se desenhar durante um churrasco, onde o agressor iniciou uma discussão por ciúmes. Ao retornarem para casa, o desentendimento continuou.
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O autor — um homem recém-chegado de São Paulo e com perfil religioso — esperou o momento em que a vítima estava sentada e distraída para atacá-la com uma marreta da própria residência. A vítima morreu no local, sentada em uma cadeira, antes de poder receber qualquer socorro médico.
Após o ataque, o homem fugiu para sua residência e tirou a própria vida por enforcamento.
Em vídeo, o delegado detalhou que a união dos fatos só foi possível após uma análise exaustiva de lesões e imagens de segurança, uma vez que o suicídio foi reportado pela manhã e o feminicídio apenas no período da tarde.
A equipe de investigação precisou realizar um cruzamento de dados complexo para ligar os dois endereços e os horários das mortes. “O suicídio chegou para nós primeiro. Foi necessário um esforço grande para fazer o link, analisando câmeras, oitivas e perícia, pois não era um caso típico de suicídio isolado; havia outros sinais na cena”, explicou o delegado.
O cruzamento de dados, oitivas e perícias biológicas permitiram conectar a morte do agressor ao feminicídio reportado horas depois.
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O delegado Pinho esclareceu ainda que apesar de ser visto como uma pessoa ligada à igreja em Alagoas, o autor já acumulava relatos de tentativas de homicídio contra ex-companheiras em São Paulo.
Ele encerrou com um alerta sobre a velocidade da escalada da violência em relacionamentos abusivos, mesmo os mais curtos: “O autor não retrocede. Pedimos, imploramos, que as mulheres procurem os órgãos, a polícia e o judiciário. Não permitam que a violência progrida, pois a tendência é chegar ao ato final: a morte”, alertou o delegado.
Em casos de violência doméstica, denuncie:
Se você é vítima de violência ou conhece alguém que esteja passando por essa situação, saiba que existem diversos canais de acolhimento e denúncia:
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190 (Polícia Militar): Para situações de emergência e flagrantes de agressão que estejam ocorrendo no momento.
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180 (Central de Atendimento à Mulher): Canal gratuito e confidencial que oferece orientações, apoio e registra denúncias em todo o território nacional. Funciona 24 horas.
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181 (Disque Denúncia): Para fornecer informações anônimas sobre agressores ou crimes que já aconteceram, auxiliando nas investigações da Polícia Civil.
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Delegacias Especializadas de Defesa da Mulher em Maceió (DDM):
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DDM 1 (Centro): Rua Dr. João Pontual, n.º 70, Centro.
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DDM 2 (Parte Alta): Conjunto Salvador Lyra, no bairro de Santa Lúcia.
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Patrulha Maria da Penha: Equipe da Polícia Militar que realiza o acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência.
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Defensoria Pública e Ministério Público: Órgãos que oferecem assistência jurídica gratuita para mulheres que não possuem condições financeiras de contratar um advogado.
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