O Distrito Federal registrou o primeiro caso de mpox em 2026. O diagnóstico ocorrido em janeiro foi confirmado pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF).
Embora seja conhecida há décadas, a doença ganhou maior atenção mundial a partir de 2022, quando houve aumento de casos em diversos países, incluindo o Brasil.
A mpox é uma doença causada pelo vírus MPXV, da família dos Orthopoxvirus. A infecção pode ser transmitida por contato direto com lesões na pele, fluidos corporais ou objetos contaminados, além de contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada
Segundo o Ministério da Saúde, a mpox costuma começar com sintomas gerais e, depois, surgem as lesões na pele. A evolução varia de pessoa para pessoa, mas a maioria se recupera em poucas semanas.
Sintomas da mpox
- Erupções ou lesões na pele (bolhas, feridas ou crostas).
- Febre.
- Dor de cabeça.
- Dores no corpo.
- Ínguas (gânglios inchados).
- Calafrios.
- Fraqueza.
Os sintomas podem durar de duas a quatro semanas. Durante esse período, a pessoa pode transmitir o vírus, principalmente se houver contato direto com as lesões.
Monitoramento e prevenção
O Ministério da Saúde orienta que pessoas com sintomas procurem atendimento médico para avaliação. O diagnóstico é feito por exame laboratorial.
Entre medidas simples que ajudam a reduzir o risco de transmissão, estão: evitar contato direto com lesões de pessoas infectadas, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos.
A mpox segue sob vigilância no Brasil. Embora a maioria das ocorrências apresente evolução leve, o acompanhamento adequado é fundamental para impedir a disseminação da doença
Caso no DF
A SES-DF registrou o primeiro caso de mpox em 2026 no Distrito Federal. Após avaliação médica, o paciente foi liberado para tratar os sintomas em casa. Até agora, o Brasil contabiliza 55 infectados.
“Na época, o paciente recebeu todas as orientações para evitar a transmissão do vírus e controlar os sintomas”, informou a SES-DF ao Metrópoles.
Ainda segundo a secretaria, “não há tratamento específico para a doença”. “O manejo clínico envolve aliviar os sintomas e prevenir complicações e sequelas. A maioria dos casos apresenta sinais leves e moderados, com recuperação completa após algumas semanas”, explicou.
No Distrito Federal, segundo o órgão, o monitoramento é feito pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do DF (Cievs-DF).
“A unidade tem plantão 24 horas e acompanha casos suspeitos no Brasil e no exterior. Além disso, tanto na rede pública quanto na privada, a notificação de casos deve ser imediata, até 24 horas após a confirmação”, disse a secretaria.
“A melhor forma de prevenir a mpox é evitar o contato com pessoas infectadas ou objetos contaminados. Caso o trato seja necessário, é altamente recomendável o uso de equipamentos de proteção como luvas, máscaras, avental e óculos de proteção. A higiene pessoal, especialmente lavar as mãos com frequência, também é fundamental.”
Conforme a secretaria, indivíduos com suspeita ou confirmação de mpox devem cumprir o isolamento e não compartilhar itens de uso pessoal. Se houver sintomas da doença, o paciente deve buscar uma Unidade Básica de Saúde (UBS).



