O Manchester United de Michael Carrick ainda não sabe o que é perder. No sétimo jogo do comandante, neste domingo (1º), a equipe venceu, de virada, o Crystal Palace, 2 a 1, pela 28ª rodada da Premier League. A remontada no Old Trafford foi iniciada graças a Matheus Cunha, que conseguiu destravar um jogo difícil.
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No começo do segundo tempo, o brasileiro, ao receber passe de Martínez na entrada da área, girou em cima de Maxence Lacroix, que, em cima da linha, o puxou pelo ombro e cometeu a penalidade que seria convertida por Bruno Fernandes. O zagueiro, que abriu o placar logo aos três minutos de partida, acabou expulso.
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A infração sofrida pelo camisa 10 abriu o caminho para a virada que seria concluída apenas oito minutos após a penalidade. Novamente, o meia português foi decisivo, colocando a bola na cabeça de Benjamin Sesko, que já vinha pedindo passagem, e chegou ao seu sétimo gol nos últimos oito jogos.
Os Red Devils, em contexto de jogo desfavorável por estar atrás do placar logo cedo, tiveram muita resiliência para buscar a virada. O Palace foi perfeito por boa parte do jogo em fechar os espaços por dentro com os três zagueiros e os dois volantes, anulando a movimentação de Bruno, Cunha, Mbeumo e Sesko, fator que chamou pesou nas últimas partidas.
Inevitable. pic.twitter.com/D9egJXJEWB
— Manchester United (@ManUtd) March 1, 2026
É o sexto triunfo do time de Carrick em sete jogos. A sequência tem vitórias sobre Manchester City, Arsenal, Fulham, Tottenham e Everton, além de um empate com o West Ham. O início perfeito de um técnico que chegou com a missão de conquistar a vaga para a próxima Champions League via Campeonato Inglês e tem conseguido.
A ver se manterá esse nível, o que pode significar a manutenção no cargo do treinador.
Manchester United demora a acordar no 1º tempo
Foi um início de domínio do Palace, seja em posse de bola ou chances criadas. Mesmo que Henderson quase tenha dado um presente para Bruno Fernandes em erro de saída de bola com apenas 120 segundos no relógio, o visitante teve três boas oportunidades além do gol de Lacroix.
A jogada do gol de escanteio só aconteceu porque Sarr bateu cruzado com desvio — Strand Larsen quase fez um gol acrobático, mas não conseguiu tocar na bola. Depois, o mesmo atacante senegalês fez grande jogada entre a defesa e o meio-campo do United e tocou para Mitchel sozinho na esquerda, onde cruzou e Dalot cortou. Sarr continuou essencial no ataque e tabelou antes de finalizar para defesa de Lammens em lance impedido.
A partir de meia hora, o time da casa foi acordando. Sarr, sempre ele, bloqueou cabeçada de Maguire que obrigaria defesa de Henderson. O arqueiro, inclusive, deu um tapinha em falta cobrada no ângulo por Bruno Fernandes, além de encaixar cabeçada de Henderson. Casemiro, também em bola parada, testou para fora.
Matheus Cunha muda rumos da etapa final
O segundo tempo retornou do intervalo com roteiro parecido, mas o United sofrendo para ter uma chance limpa de finalização — Sesko, duas vezes, não conseguiu obrigar grandes defesas de Henderson, enquanto Casemiro errou o alvo em jogada pelo alto.
Eis que, aos seis minutos, vem Matheus Cunha sofrer a penalidade e, aos 11, o gol do empate para mudar tudo. A virada aos 19 foi antecedida por um chute perigoso de Bruno Fernandes para fora. Já com a vantagem, o goleiro do Palace brilhou, buscando no ângulo uma bomba de Diallo, e também parou Casemiro.
O Palace não fez muito além de um chute de fora de Sarr, ainda com 1 a 1 no placar. Com um a menos, tornou-se difícil defender com a mesma perfeição que vinha fazendo.



