O Banco de Brasília (BRB) entrou com uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF), na última sexta-feira (27/2), para garantir que todo o fluxo financeiro das carteiras adquiridas do Banco Master e atualmente direcionadas ao liquidante seja repassado ao BRB.
A declaração foi dada pelo presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, após o encerramento da reunião com os deputados na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), nesta segunda-feira (2/3), que durou quase 12 horas.
“Entramos com uma ação junto ao STF para que todo o fluxo financeiro das carteiras que estão no BRB, que foram adquiridas pelo Master, que estão indo para o liquidante, que esse fluxo financeiro venha para nós. E as carteiras que estão ainda em posse do liquidante, que foram oriundas do Banco Master, também venham para nós e isso nos dá liquidez”, afirmou o presidente do BRB.
Segundo ele, a medida já teve decisão liminar favorável, com prazo de 48 horas para manifestação do liquidante.“Tudo o que está podendo ser feito para que o Banco de Brasília possa reaver seus recursos, nós não mediremos esforços para que isso aconteça”, afirmou.
O presidente do BRB afirmou que a instituição sairá do atual processo de reestruturação “muito mais sólida do que vinha antes”.
“Foi uma reunião bastante esclarecedora. Eu entendo que os deputados precisam formar convicção. Trouxemos todas as informações necessárias para que eles possam votar de maneira contundente e dar o voto para o Banco de Brasília se tornar cada vez mais sólido e forte”, declarou.
Provisões
De acordo com o presidente, as provisões relacionadas à situação do banco giram em torno de R$ 8 bilhões, de acordo com a auditoria independente da Machado Meyer e dos órgãos reguladores. O aporte de capital previsto no projeto, no entanto, tem teto estimado em R$ 6,6 bilhões.
“Fomos bastante conservadores na definição desse valor. Há auditoria do Banco Central, auditoria independente e todos os órgãos de controle e reguladores acompanhando”, afirmou.
O presidente também descartou qualquer possibilidade de federalização ou privatização da instituição. “Esses dois temas não estão em pauta”, disse.
Ele destacou que apenas cinco bancos estaduais permanecem em atividade no país: o Banrisul, o Banco do Estado do Espírito Santo, o Banco do Estado de Sergipe, o Banco do Estado do Pará e o próprio BRB. “Dentre eles, o mais forte é o BRB. É uma joia da coroa”, afirmou.




