A primeira pesquisa registrada para o Senado em 2026, restrita à Região Metropolitana de Maceió, reposiciona o debate eleitoral em Alagoas. O levantamento do Instituto FALPE, registrado no TSE sob o nº AL 05611/2026, mostra que deputado federal Alfredo Gaspar e Davi Davino Filho abriram uma grande margem de diferença na comparação com os demais candidatos.
De acordo com o levantamento, Gaspar tem 40% das intenções de voto, empatado tecnicamente com Davi Davino Filho que tem 36%. O senador Renan Calheiros aparece em terceiro, com 20%, enquanto Arthur Lira tem apenas 13,5% das citações.
Foram ouvidas 1.200 pessoas entre os dias 25 de fevereiro e 1º de março. A margem de erro é de 2,82 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
O primeiro ponto a ser destacado é metodológico e político: trata-se de uma pesquisa limitada à Região Metropolitana de Maceió. Isso muda a leitura. O recorte territorial é decisivo porque concentra o maior colégio eleitoral do Estado, mas não representa sozinho o comportamento do eleitorado alagoano como um todo.
Ainda assim, o dado é relevante. A Região Metropolitana, com 1,2 milhão de habitantes, reúne algo próximo de 35% a 40% do eleitorado estadual. Ter desempenho competitivo nesse universo significa largar com musculatura em um contingente que pode definir a eleição, sobretudo em uma disputa de duas vagas ao Senado.
O resultado indica dois movimentos claros.
O primeiro é a consolidação de Alfredo Gaspar e Davi Davino como polos competitivos na capital e entorno. A diferença entre ambos está dentro da margem de erro, o que na prática coloca os dois em condição de empate técnico. Em outras palavras, na Grande Maceió, a disputa entre eles é direta.
O segundo movimento é o desafio imposto aos nomes tradicionais. Renan Calheiros aparece com 20% no recorte metropolitano, percentual significativo, mas distante da faixa de 36% a 40% observada nos dois primeiros colocados. Em um cenário de duas vagas, isso sinaliza que a disputa tende a ser acirrada e fragmentada.
E onde entra Arthur Lira? Ainda que não apareça entre os quatro primeiros nesse levantamento, ele é um forte competidor em função do cenário estadual. A depender da performance no interior — onde historicamente possui bases estruturadas — o jogo pode se reorganizar.
Projetar números da Região Metropolitana para o Estado inteiro exige cautela. Maceió tem perfil eleitoral distinto do interior. O voto urbano tende a ser mais ideológico e mais sensível a temas nacionais, enquanto o interior responde com maior peso às estruturas políticas locais e às alianças regionais.
O que a pesquisa demonstra, com clareza, é que a disputa pelo Senado está longe de ser protocolar. Em eleições majoritárias com duas vagas, a lógica é diferente. O eleitor pode votar em dois nomes ou em um só. Isso abre espaço para combinações improváveis e cruzamentos de voto entre campos distintos.
A Região Metropolitana deu o primeiro sinal. Se o interior confirmar equilíbrio semelhante, 2026 tende a ser uma das disputas mais apertadas da história recente de Alagoas.
Quem imaginava um cenário previsível talvez precise recalcular.
Veja os resultados da pesquisa:
:Alfredo Gaspar – 40%
Davi Davino Filho – 36%
Renan Calheiros – 20%
Dr. Wanderley – 14,5%
Arthur Lira – 13,5%
Ítalo Bonja – 1,25%
Nenhum – 5%
Não opinaram – 26%
Capital
Veja o resultado considerando apenas a capital.
Alfredo Gaspar – 43%
Davi Davino Filho – 41%
Dr. Wanderley – 16,5%
Renan Calheiros – 15%
Arthur Lira – 8%
Ítalo Bonja – 1,25%
Nenhum – 6%
Não opinaram – 25%



