Pai e tias de Maria Larissa estiveram presentes durante todo o período de internação no HGE | Pai e tias de Maria Larissa estiveram presentes durante todo o período de internação no HGE
Após 24 dias de uma vigília que uniu fé e medicina de alta complexidade, a pequena Maria Larissa Rodrigues Izidoro da Silva, de apenas 2 anos, deixou o Hospital Geral do Estado (HGE) sob aplausos. Vítima do capotamento de ônibus com romeiros que chocou Alagoas no início de fevereiro, a criança retorna para casa, em…
Após 24 dias de uma vigília que uniu fé e medicina de alta complexidade, a pequena Maria Larissa Rodrigues Izidoro da Silva, de apenas 2 anos, deixou o Hospital Geral do Estado (HGE) sob aplausos. Vítima do capotamento de ônibus com romeiros que chocou Alagoas no início de fevereiro, a criança retorna para casa, em Coité do Nóia, após vencer um quadro gravíssimo de traumatismo cranioencefálico.
O acidente ocorreu no dia 3 de fevereiro, na rodovia AL-220, em São José da Tapera. O veículo transportava romeiros quando capotou, resultando em diversas vítimas, incluindo a mãe de Maria Larissa, que infelizmente não sobreviveu. A menina, inicialmente atendida em Arapiraca, foi transferida para a UTI Pediátrica do HGE, em Maceió, onde iniciou uma batalha pela vida monitorada por uma equipe multidisciplinar.
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De acordo com o médico pediatra Roney Damasceno, o caso exigiu precisão absoluta. “Na UTI Pediátrica, Maria Larissa recebeu acompanhamento de médicos intensivistas, pediatras, ortopedistas pediátricos, cirurgiões pediátricos, neurologistas pediátricos; enfermeiros, fisioterapeutas e demais profissionais que atuaram de forma integrada para garantir estabilidade clínica e evolução segura do quadro. Ela precisou de vigilância constante e decisões precisas. O traumatismo cranioencefálico é sempre delicado, especialmente em pessoas tão pequenas. Felizmente, a resposta ao tratamento foi progressiva e consistente. E cada pequena melhora foi comemorada por todos nós”, explicou.
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O “Milagre” e a Esperança
Para a família, a alta hospitalar tem um sabor agridoce: o alívio da recuperação da pequena mistura-se à dor do luto pela perda da mãe. No entanto, para o pai, Claudevan Izidoro da Silva, a sobrevivência da filha é um sinal de esperança.
“Eu só tenho gratidão. Foram dias muito difíceis, de muita dor pela perda da minha esposa, mas ver minha filha saindo daqui bem é um milagre. A equipe do HGE cuidou dela como se fosse da própria família. Toda a equipe acolheu a gente. Eu nunca vou esquecer isso. Fizeram de tudo para salvar Maria Larissa. Obrigado a todos que rezaram por nós”, declarou o pai, visivelmente emocionado.
O coordenador médico Elton Leandro reforça que o sucesso do caso ratifica a importância das unidades de trauma do estado. “O HGE é referência em trauma e atende casos de alta complexidade diariamente. Nossa missão é oferecer assistência qualificada, humanizada e baseada em protocolos técnicos rigorosos. Ver essa criança retornar para casa, depois de um quadro tão grave, nos dá a certeza de que estamos cumprindo nosso papel”, afirmou.
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Para o coordenador, o desfecho vai além das estatísticas médicas: “A alta da Maria Larissa simboliza mais do que o fim de uma internação, é a celebração da vida, da competência técnica, do cuidado humanizado e da força de uma família que, mesmo atravessando a dor, encontrou motivos para acreditar”.
Maria Larissa foi recebida em Coité do Nóia com uma festa preparada por amigos e familiares, marcando o início de uma nova etapa de superação.
O acidente
No dia 03 de fevereiro, um ônibus, que transportava romeiros de Juazeiro com destino ao município de Coité do Nóia, saiu da pista ao fazer uma curva e caiu em uma ribanceira na rodovia AL-220.
Quinze pessoas morreram ainda no local. Uma criança chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no hospital, elevando para 16 o número total de vítimas fatais. Além disso, 23 pessoas ficaram feridas e precisaram de atendimento médico.
Devido à gravidade do acidente, a Polícia Civil de Alagoas passou a investigar o caso. Os primeiros laudos periciais descartaram falha mecânica como a causa do acidente. Testemunhas e sobreviventes seguem sendo ouvidos pelo delegado Diego Nunes, responsável pelas investigações, com o intuito de elucidar o caso. A Polícia Civil tem o prazo legal de 30 dias para a conclusão do inquérito.
Após o acidente, a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) confirmou que o ônibus realizava transporte clandestino de passageiros e operava de forma irregular.
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