Bacabal: avó de crianças é atropelada e diz que foi proposital


A avó materna das crianças que desapareceram no quilombo São Sebastião dos Pretos, em Bacabal (MA), Francisca Cardoso, está internada após ser atropelada. A mulher sofreu fraturas no punho e joelho, enquanto o marido dela, José Emídio, também vítima do acidente, teve uma fratura exposta no joelho. Ambos terão de passar por cirurgias.

O atropelamento aconteceu na sexta-feira (27/2). O casal estava em uma moto e foi atingido por uma caminhonete branca, que não parou para prestar socorro.

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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Arquivo pessoal

Crianças desaparecidas em Bacabal
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Crianças desaparecidas em Bacabal

Arquivo pessoal

Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4
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Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4

Arquivo pessoal

Bacabal: cães farejadores seguiram rastros das crianças até o rio
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Bacabal: cães farejadores seguiram rastros das crianças até o rio

Arquivo pessoal

Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA

Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada
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Crianças desaparecidas em Bacabal passaram noite em cabana abandonada

Divulgação/SSP-MA

Os netos de Francisca, Ágatha Isabelly, 6 anos, e Allan Michael, 4, estão deaparecidos há mais dois meses.

Não foi acidente

Após o atropelamento, Francisca afirmou que o atropelamento não foi um acidente e que teria acontecido de forma proposital. Recentemente, a mulher revelou que acredita que os netos não estejam na mata.

As crianças desapareceram em 4 de janeiro, após saírem de casa com o primo Anderson Kauan, de 8 anos, para procurar um pé de maracujá. O menino foi encontrado com vida quatro dias depois, a cerca de 4 km da comunidade.

Uma força-tarefa com mais de 260 agentes percorreu, aproximadamente, 200 km de mata, além de trechos do Rio Mearim, lagos e áreas alagadas da região.

Principal linha de investigação

Passados dois meses do desaparecimento das crianças, a Polícia Civil do Maranhão (PCMA) segue investigando o caso. Com ausência de vestígios e pistas, um delegado da corporação informou ao Metrópoles, na segunda-feira (23/2), que a principal hipótese sobre o sumiço é de que os irmãos caíram no Rio Mearim.

“Cada informação que tem chegado, a gente tem checado. Mas a linha de investigação mais forte mesmo é de terem se perdido na mata e caído na água“, explicou o agente.

O delegado enfatiza que o inquérito policial ainda não foi finalizado e que essa pode não ser a única tese do relatório; no entanto, é a hipótese mais provável.



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