A Polícia Civil de Alagoas investiga contradições entre a confissão do homem que matou a cabeleireira Marileide Lopes e documentos oficiais emitidos após o crime em São Miguel dos Campos.
Tudo em um só lugar.
Receba notícias da GazetaWeb no seu WhatsApp e fique por dentro de tudo!
O homem afirmou à polícia que matou a vítima por asfixia com uma corda. No entanto, a guia de sepultamento e a certidão de óbito registram hemorragia interna aguda causada por material perfurocortante, o que levanta dúvidas sobre a dinâmica do crime.
Leia também
A investigação é conduzida pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da 6ª Região.
O autor do crime mantinha um relacionamento com Marileide Lopes. Ele foi preso em flagrante pela polícia durante as investigações sobre o desaparecimento da cabeleireira.
A prisão ocorreu na residência dele, após a polícia localizar documentos falsos no local.
Ao ser levado para a delegacia, o homem confessou ter matado a vítima utilizando uma corda e declarou que agiu sozinho.
Documentos oficiais levantaram contradição
A família de Marileide Lopes recebeu a guia de sepultamento e a certidão de óbito após a liberação do corpo.
Os documentos foram apresentados durante o procedimento investigativo conduzido pela delegacia. Foi nesse momento que os investigadores identificaram a contradição entre o depoimento do suspeito e as informações registradas nos documentos oficiais.
Polícia aguarda laudos do IML e da Polícia Científica
A Polícia Científica de Alagoas esteve no local onde o homem afirmou ter cometido o crime. Agora, a investigação aguarda a conclusão do laudo do Instituto Médico Legal (IML) e da perícia técnica.
Os documentos devem esclarecer:
se houve erro na emissão da certidão de óbito, ou se a versão apresentada pelo suspeito não corresponde à forma como o crime foi cometido.
Durante a perícia inicial, não foram encontrados vestígios de sangue no local indicado pelo suspeito como cenário do crime.
Investigação apura possível participação de outra pessoa
Pessoas que conheciam Marileide Lopes compareceram espontaneamente à delegacia de São Miguel dos Campos para prestar depoimento.
Segundo esses relatos, o suspeito demonstrava comportamento ciumento e o relacionamento entre ele e a cabeleireira havia terminado anteriormente.
Durante buscas realizadas na casa do suspeito no fim de semana, os policiais encontraram documentos com inconsistências, incluindo:
- um CPF pertencente a uma pessoa
- um RG registrado em nome de outra
- um documento com nome incompleto
A polícia informou que o material consiste em documentação falsa.
Circulou a informação de que esses documentos poderiam ter ligação com pessoas no sistema prisional, mas a polícia afirmou que ainda é cedo para confirmar essa hipótese.
Delegado não descarta mais de um autor
De acordo com o delegado Roberto Batista, responsável pelo caso, as contradições identificadas podem indicar a participação de mais pessoas no crime.
“A partir desses elementos, a gente pode sim considerar que existia, na verdade, mais de um autor para essa empreitada criminosa”, afirmou o delegado.
Ele ressaltou que todos os fatos ainda precisam ser confirmados pela investigação.
“São fatos que a investigação vai precisar apurar efetivamente e que vão estar resguardados pelo sigilo, até para a própria eficácia.”
Forma do crime ainda não foi confirmada
A forma exata como Marileide Lopes foi assassinada ainda não foi confirmada oficialmente. A polícia mantém todas as hipóteses em aberto enquanto aguarda os laudos periciais.




