EUA não levarão em conta posição do governo brasileiro sobre classificar o PCC como organização terrorista, diz Gakiya


O promotor Lincoln Gakiya falou nesta terça-feira (25) à CPI do Crime Organizado, no Congresso — Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

O promotor de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MP-SP) Lincoln Gakiya, afirmou em entrevista ao Estúdio I na tarde desta quarta-feira (11) que os Estados Unidos não irão levar em conta a posição do governo brasileiro sobre classificar PCC como organização terrorista. Nos últimos meses, ele participou de encontros…

O promotor de justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MP-SP) Lincoln Gakiya, afirmou em entrevista ao Estúdio I na tarde desta quarta-feira (11) que os Estados Unidos não irão levar em conta a posição do governo brasileiro sobre classificar PCC como organização terrorista.

Nos últimos meses, ele participou de encontros com assessores diretos do secretário de estado dos EUA, Marco Rubio. “Eles queriam conhecer o funcionamento do PCC”, disse o promotor.

Gakya investiga a facção criminosa há 20 anos, vive há mais de dez anos sob escolta policial 24 horas por dia por causa das ameaças de morte recorrentes que recebe. Ele é ameaçado pela facção ao menos desde 2005.

Em 2025, representantes norte-americanos estiveram em Brasília (DF) e São Paulo (SP) para obter informações detalhadas sobre a ameaça do PCC e os impactos da facção não só para o Brasil, mas também internacionalmente.

Nesta semana, Gakiya volta a se reunir com representantes do governo dos EUA para compartilhar informações sobre o crime organizado e a atuação do PCC. A conversa deve alinhar o que estará em pauta em um encontro do promotor com a DEA (Drug Enforcement Administration), FBI (Federal Bureau of Investigation) e Departamento de Estado dos EUA em Boston, no estado de Massachusetts, ainda neste mês.





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