RS: nome do PT reafirma candidatura em meio à articulação com PDT


O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) ao governo do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto, defende a manutenção de sua candidatura em meio às conversas com o PDT sobre a possibilidade de formação de um palanque único. No início da semana, ele se reuniu com o presidente do PT, Edinho Silva, para debater o arranjo político.

Ao Metrópoles, Pretto afirmou que sua pré-candidatura está “consolidada”, com apoio dos diretórios estadual e nacional do partido. O nome do petista também é endossado por PSol, PCdoB, PV e Rede. Nos próximos dias, o PSB deve formalizar a aliança com o PT no estado.

“Eu sou candidato por unanimidade de todas as forças internas do nosso partido”, garantiu o presidente da Conab à reportagem. “A nossa pré-candidatura nunca foi questionada pela direção nacional. Só tenho recebido incentivos para a gente continuar nesta mobilização. E a nossa candidatura no PT, com esses [partidos] que já estão conosco, está muito consolidada no Rio Grande do Sul”, frisou.

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Atual presidente da Conab, Edegar Pretto pode disputar o governo do Rio Grande do Sul
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Atual presidente da Conab, Edegar Pretto pode disputar o governo do Rio Grande do Sul

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto

Presidente Lula, Carlos Lupi e Juliana Brizola
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Presidente Lula, Carlos Lupi e Juliana Brizola

Ricardo Stuckert/PR

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3 de 8Reprodução/Redes sociais e Mateus Veloso/Metrópoles
Ex-deputada federal Manuela D'Ávila
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Ex-deputada federal Manuela D’Ávila

Reprodução/Facebook

Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)
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Deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS)

Kebec Nogueira/Metrópoles

Republicanos apoia Zucco do PL a governador do Rio Grande do Sul
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Republicanos apoia Zucco do PL a governador do Rio Grande do Sul

Matheus Veloso/Metrópoles

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7 de 8KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Deputado Sanderson (PL)
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Deputado Sanderson (PL)

Foto: Breno Esaki/Metrópoles

O impasse sobre a formação do palanque gira em torno do nome de Juliana Brizola (PDT), que também já anunciou que será candidata ao Palácio Piratini. Neta do ex-deputado federal e quadro histórico do PDT, Leonel Brizola, a advogada tem alcançado bom desempenho nas pesquisas eleitorais. Ela se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no início de fevereiro, no Palácio do Planalto, para debater os cenários.

Caso cheguem a um acordo sobre a composição, um dos dois teria que abrir mão de encabeçar a chapa para ocupar a vaga de vice. No entanto, ambos resistem à ideia e insistem em manter a candidatura. A definição sobre o tema pode se arrastar até julho, quando começam as convenções partidárias.

Aberto ao diálogo

Pretto afirma que está aberto a dialogar com o PDT. Ele permanece na Conab até o fim de março, quando vai se desincompatibilizar do cargo para reforçar a mobilização em torno da candidatura no estado. “Não fecharemos o diálogo com o PDT. Vamos até o fim, até o limite”, destaca ele.

O político também vê hoje um cenário mais favorável ao campo da esquerda no estado. Em 2022, o dirigente da Conab concorreu ao Executivo local mas não chegou ao segundo turno, ficando atrás do atual governador Eduardo Leite (PSD) – segundo colocado – por uma diferença de apenas 0,4% dos votos.

O petista avalia ainda que há uma “boa expectativa” para o aumento da bancada no Congresso Nacional. A eleição de aliados para o Legislativo é uma das prioridades do presidente Lula no pleito de outubro, sobretudo no Senado. Para a Casa Alta, a aposta é nos nomes do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) e da ex-deputada Manuela d’Ávila (PSol).

Já na Câmara, segundo Pretto, o partido projeta a possibilidade de aumentar a representação do campo progressista em, pelo menos, mais duas cadeiras — hoje são oito deputados do Rio Grande do Sul de partidos como PT, PCdoB e PSol.


Impasse na esquerda do RS

  • O pré-candidato do PT ao governo do Rio Grande do Sul, Edegar Pretto, diz que sua candidatura está “consolidada”, com apoio do PT e de partidos aliados.
  • O PT negocia com o PDT a formação de um palanque único da esquerda no estado.
  • O entrave é a pré-candidatura de Juliana Brizola (PDT), que também pretende disputar o governo.
  • Um acordo exigiria que um dos dois abrisse mão da cabeça de chapa para ser vice, hipótese ainda rejeitada por ambos, mas articulada nos bastidores.
  • A indefinição pode se estender até julho, quando ocorrem as convenções partidárias.

Aliança da direita consolidada

No campo da direita, o deputado Luciano Zucco (PL) é pré-candidato ao governo estadual e tem liderado os cenários nas pesquisas eleitorais.

Na semana passada, o Republicanos anunciou o apoio à pré-candidatura de Zucco no estado. Com isso, a sigla se juntou à coligação formada por PL, Novo e Podemos, e será responsável pela coordenação da campanha do deputado ao Executivo do Rio Grande do Sul.

O Partido Liberal (PL) também já confirmou que o deputado federal Ubiratan Sanderson (PL) será o nome da chapa de Zucco na disputa ao Senado.

Para compor a aliança, o Novo deve confirmar o nome do também deputado federal Marcel van Hattem (Novo) para o Senado.



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