A revelação de Simone Mendes de que o filho Henry, de 11 anos, iniciou acompanhamento médico para crescer trouxe à tona uma inquietação bastante comum entre pais e mães: até que ponto é possível interferir na estatura de uma criança?
A cantora, que mede 1,52 m, comentou publicamente a decisão de investigar o desenvolvimento do menino ainda na infância, gesto que rapidamente repercutiu entre famílias que vivem dúvidas semelhantes.
Altura é genética?
Para especialistas, a primeira questão a ser considerada é o chamado alvo genético de crescimento: “É importante frisar que toda criança, nesse processo de pré-puberdade, está sujeita a um alvo genético, que é uma estimativa baseada na estatura do pai e da mãe”, começou o endocrinologista esportivo Dr. João Marcello Branco.
E continuou: “Portanto, não podemos criar a falsa ilusão de que filhos de pais baixos, com qualquer tipo de tratamento, irão fugir completamente desse alvo genético”, explicou.


Simone Mendes e Henry
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Simone Mendes, Kaká Diniz e Henry
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Simone Mendes e Henry
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Simone Mendes posa com a família durante viagem de férias
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Simone Mendes, Kaká Diniz e os filhos faerm fotos comemorativas
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Especialista fala sobre tratamento para crescer do filho de Simone Mendes
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Simone Mendes, Kaká Diniz e os filhos posam durante as festas de Natal
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Simone Mendes posa séria para as redes sociais
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Simone Mendes posa com roupa colorida durante o Carnaval
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Segundo o médico, a genética estabelece um intervalo provável de crescimento: “Filhos de pais de baixa estatura dificilmente terão a mesma estatura, por exemplo, de filhos de jogadores de basquete. Esse é um ponto fundamental a ser considerado”, afirmou.
Influência de fatores externos
Isso não significa que fatores externos não tenham influência. Entre as primeiras causas avaliadas quando há alteração no ritmo de crescimento estão questões nutricionais.
“Uma das primeiras causas de alteração no crescimento infantil é a desproporção ou alteração nutricional, principalmente no balanço calórico. Tanto o excesso quanto a falta podem prejudicar o crescimento”, disse o especialista.
Alimentação é importante
O consumo frequente de alimentos ultraprocessados e ricos em carboidratos, combinado a um estilo de vida sedentário, pode impactar o desenvolvimento infantil: “Esses alimentos estimulam muito a produção de insulina e o acúmulo de gordura, o que pode interferir negativamente no crescimento”, pontuou.
Também existem situações de deficiência nutricional que não estão necessariamente ligadas à falta de alimentação: “Muitas vezes a criança consome alimentos pobres em nutrientes, os chamados alimentos vazios. Entre os principais nutrientes envolvidos no crescimento está a vitamina D, que desempenha um papel fundamental no desenvolvimento ósseo”, esclareceu.
Além da nutrição, alterações hormonais também podem interferir no crescimento. Deficiências hormonais e alterações da tireoide fazem parte das investigações médicas quando há suspeita de atraso no desenvolvimento. Ainda assim, o especialista ressalta que mesmo nesses casos a criança tende a crescer dentro do seu potencial genético.
Atividade física é importante
Ainda de acordo com João Marcello Branco, o estilo de vida completa esse conjunto de fatores. A redução da atividade física e o excesso de alimentos processados aparecem com frequência nas avaliações médicas.
“Quando conseguimos fazer um acompanhamento adequado, com suporte nutricional, reposição de vitamina D quando necessário, avaliação de possíveis alterações hormonais, estímulo à prática de atividade física e atenção aos hábitos de sono, já conseguimos oferecer uma base muito mais favorável para que a criança cresça dentro do seu potencial genético”, observou o endocrinologista.
O médico ainda contou que o acompanhamento multidisciplinar é essencial para garantir que o desenvolvimento aconteça da forma mais saudável possível: “O acompanhamento médico, nutricional e de estilo de vida é fundamental para garantir um crescimento saudável e eficaz, permitindo que a criança alcance todo o seu potencial de desenvolvimento”, concluiu.


