A CBF deu o pontapé inicial no planejamento para o futuro do torneio mais rentável do país. Na última sexta-feira (13), a entidade divulgou as diretrizes para a Copa do Brasil de 2027 e 2028, trazendo uma novidade que promete movimentar os calendários locais: a flexibilização das vagas via copas estaduais.
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A principal alteração beneficia as federações que possuem até três vagas no torneio (atualmente posicionadas entre a 15ª e 27ª posição no Ranking Nacional de Federações). Se antes esses estados eram obrigados a indicar seus representantes exclusivamente através dos campeonatos estaduais, agora poderão destinar uma dessas vagas para torneios seletivos ou copas governamentais.
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Em ofício enviado às federações, a CBF destacou que a medida visa fortalecer o futebol em todas as regiões do Brasil, permitindo que clubes que não tiveram sucesso no primeiro semestre ainda busquem o “bilhete dourado” para a Copa do Brasil no fim do ano.
A CBF confia que a possibilidade de realização destes Torneios Seletivos com atribuição de vaga à Copa do Brasil de 2027 e 2028 contribui para a democratização do futebol brasileiro, fomentando o desenvolvimento da modalidade em todo território nacional, o que beneficiará milhares de pessoas envolvidas, direta e indiretamente, com a indústria do esporte, premissa e compromisso inarredável da atual gestão da entidade.
Estados como Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Ceará já utilizavam torneios como a Copa Rio ou a Copa Paulista para distribuir vagas, pois possuem direito a mais de três assentos no torneio nacional. A nova regra equaliza essa oportunidade para estados menores.
Um exemplo prático ocorre na Paraíba. Com o novo regulamento, a Federação Paraibana de Futebol (FPF-PB) confirmou que o campeão da retomada Copa Paraíba terá vaga garantida na Copa do Brasil de 2027. A decisão encerra polêmicas locais, como o pleito do Campinense, que buscava a vaga por outros critérios.
Vale lembrar que, desde 2026, a Copa do Brasil opera com seu formato expandido de 126 participantes, garantindo que todas as unidades da federação tenham, no mínimo, três representantes na disputa. Com a manutenção desse tamanho, o foco da CBF agora se volta para a meritocracia e o preenchimento do calendário anual dos clubes de menor investimento.


