Grande BH: PM resgata mulher mantida em cárcere privado pelo companheiro


Belo Horizonte – Militares do 48º Batalhão da Polícia Militar e Minas Gerais (PMMG) resgataram, neste domingo (15/3), uma mulher de 48 anos que era mantida em cárcere privado pelo companheiro de 54 anos em uma residência no bairro Durval de Barros, em Ibirité, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A vítima, que estava debilitada e pesando cerca de 48 quilos, apresentava ferimentos na boca, dente quebrado e hematomas pelo corpo. Ela disse aos policias que tinha medida protetiva contra o agressor. O suspeito evadiu-se antes da chegada da PM e segue sendo procurado.

Segundo a Polícia Militar, a vítima é usuária de drogas e o companheiro usava os entorpecentes para impedi-la de deixar a residência.

A ocorrência teve início após denúncia de violência doméstica feita por vizinhos, que ouviram os episódios de agressão.

A primeira guarnição chegou ao local, mas não encontrou nem a vítima nem o autor, e se retirou. Posteriormente, o sargento Antero, responsável pelo comando do plantão, se deslocou após entrar em contato com um vizinho. 

O resgate da vítima

Ao retornar à casa, os policiais enfrentaram um obstáculo: 77 degraus de descida até o imóvel. A soldado Elen escalou o muro e acessou uma janela nos fundos da residência. Ao chamar, a vítima, que estava debilitada e sozinha em um cômodo isolado, conseguiu responder com a voz fraca. Antes de entrar, os militares contiveram um cão da raça American Bully de grande porte que guardava o local, mas que não chegou a atacar os militares.

A soldado entrou pela janela e resgatou a vítima, que foi imediatamente socorrida e encaminhada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Ibirité para avaliação médica. A ocorrência segue em andamento na 214ª Companhia do 48º BPM, onde diligências continuam para localizar e prender o suspeito.

Segundo o sargento Antero, o caso destaca os riscos da violência doméstica associada ao uso de drogas e a importância das denúncias anônimas e da atuação rápida da PM em situações de vulnerabilidade, especialmente quando há medidas protetivas em vigor. A vítima permanece sob cuidados médicos, e a investigação prossegue coma  Polícia Civil para apurar os detalhes do cárcere privado e das agressões.



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