A ação garantiu agilidade no trabalho pericial
O comando do 11º BPM confirmou nesta terça-feira, 17, o assassinato de um homem identificado pelas iniciais M.A.P. na localidade conhecida como Ilha do Barro/Ilha do Godin, zona rural de Piaçabuçu, região do Baixo São Francisco. Segundo informações da Polícia Militar o crime aconteceu uma área isolada que exigiu uma operação conjunta com suporte do…
O comando do 11º BPM confirmou nesta terça-feira, 17, o assassinato de um homem identificado pelas iniciais M.A.P. na localidade conhecida como Ilha do Barro/Ilha do Godin, zona rural de Piaçabuçu, região do Baixo São Francisco.
Segundo informações da Polícia Militar o crime aconteceu uma área isolada que exigiu uma operação conjunta com suporte do Corpo de Bombeiros e pescadores locais para o resgate do corpo e início das investigações.
O homicídio, ocorrido no dia anterior, tem como principal motivação uma briga antiga entre familiares. Segundo depoimento do filho da vítima, J.M.A.P., o histórico de desentendimento com o suposto autor, N.S.S., era alimentado por conflitos relacionados a terras e delimitação de propriedades.
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No dia anterior ao crime, uma nova discussão teria sido o estopim para o ataque. De acordo com a perícia da Polícia Científica, “não foi possível identificar com precisão o instrumento utilizado no crime, havendo indícios de que possa ter sido um objeto contundente ou perfurocortante”.
Devido às “dificuldades geográficas, ausência de meios adequados e limitações de horário”, as guarnições só conseguiram acessar a cena do crime hoje. A operação mobilizou o 6º Batalhão de Bombeiros Militar de Penedo e contou com o auxílio fundamental de um pescador local, que forneceu a embarcação necessária para navegar até a ilha.
O suposto autor, que possui vínculo de parentesco com a vítima, fugiu logo após o crime e segue foragido.
O Instituto Médico Legal (IML) realizou a remoção do corpo para a sede em Arapiraca, enquanto a Polícia Civil assume o inquérito para localizar o suspeito e esclarecer os detalhes da execução.
Helicóptero da SSP garante perícia inédita
A complexidade geográfica da Ilha do Barro exigiu uma mobilização sem precedentes das forças de segurança de Alagoas. Pela primeira vez, o Departamento Estadual de Aviação (DEA) realizou o transporte aéreo de uma perita criminal do Instituto de Criminalística do Agreste (ICA) para atender uma ocorrência de difícil acesso.
A bordo da aeronave Falcão 06, a perita Isadora Davi decolou da base de Arapiraca e chegou à cena do crime em apenas 15 minutos. O trajeto por vias convencionais exigiria uma logística exaustiva, envolvendo deslocamento terrestre por Alagoas e Sergipe, além do uso de embarcações.


A agilidade foi crucial para a preservação dos vestígios, já que o homicídio ocorreu na noite de segunda-feira (16) e o acesso por terra era inviável. Para a profissional, o suporte aéreo foi um divisor de águas na eficiência do trabalho de campo: “A experiência foi muito positiva. Saber que podemos contar com apoio aéreo garante mais agilidade na coleta de informações e no andamento das investigações”, destacou Isadora Davi.
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