Um estudante foi comparado a um macaco dentro da escola. Fonte: Cortesia
Um professor foi indiciado pela Polícia Civil por injúria racial após comparar um aluno a um chimpanzé dentro de uma sala de aula. O caso, registrado no início deste mês, foi denunciado na Delegacia Especial dos Crimes contra os Vulneráveis, que instaurou inquérito para apurar a conduta do docente. De acordo com a denúncia, o…
Um professor foi indiciado pela Polícia Civil por injúria racial após comparar um aluno a um chimpanzé dentro de uma sala de aula. O caso, registrado no início deste mês, foi denunciado na Delegacia Especial dos Crimes contra os Vulneráveis, que instaurou inquérito para apurar a conduta do docente.
De acordo com a denúncia, o episódio começou quando um estudante entrou na sala com um caderno que trazia a imagem de um chimpanzé. Em seguida, este aluno teria questionado o professor sobre com quem o animal se parecia. Diante da turma, o docente apontou para um adolescente e fez a comparação, provocando risos entre os colegas.
A cena foi registrada pelas câmeras de segurança da escola. Segundo a delegada responsável pelo caso, as imagens, embora não possuam áudio, são consideradas provas contundentes. Elas mostram o momento da ação do professor, a reação dos demais alunos e o constrangimento da vítima, que permaneceu imóvel e visivelmente abalada.
Professor é investigado por injúria racial após comparar aluno de 13 anos a chimpanzé
O impacto emocional foi significativo. O estudante chegou a se recusar a retornar à escola após o ocorrido, voltando apenas depois de ser informado sobre o afastamento do professor de suas funções.
A delegada Rebecca Cordeiro, responsável pelo inquérito, destacou que a investigação avançou rapidamente graças à divisão das oitivas. Adultos e a vítima foram ouvidos na Delegacia de Vulneráveis, enquanto adolescentes e testemunhas foram encaminhados à Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente.
O professor foi indiciado com base no artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, que trata da injúria racial. O caso também inclui o agravante previsto no artigo 20-A, caracterizado como “racismo recreativo”, quando a ofensa é cometida com suposta intenção de diversão. Nesses casos, a pena pode ser aumentada em um terço.
A legislação prevê pena de dois a cinco anos de reclusão para injúria racial. Com o agravante, a punição pode chegar a até sete anos de prisão.
A delegada orientou ainda que casos semelhantes sejam denunciados por meio de canais como o Disque 100 e o Disque 181, além do registro formal em delegacias para que os envolvidos sejam responsabilizados.
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