Hospital alerta para aumento de casos de picadas de escorpião em Arapiraca


— Foto: Arquivo / Reprodução

Dados do Serviço de Epidemiologia do Hospital de Emergência do Agreste (HEA) apontam para um aumento do número de casos de picada de escorpião em Arapiraca, o que tem assustado a população e elevado o número de atendimentos na unidade. Somente neste ano, o local já registrou quase 400 incidentes envolvendo os animais peçonhetos.

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Durante entrevista à Rádio Gazeta 101.1 nesta quinta-feira (19), a coordenadora do Serviço de Epidemiologia Hospitalar, a assistente social Ana Lúcia Alves, destacou que a média atual de picadas de escorpião é de cerca de 150 casos por mês.

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“À medida que acontece o acidente, a primeira providência é procurar o serviço de saúde com urgência. Quanto menor o tempo entre a picada e o atendimento, melhor será a evolução do paciente”, explicou.

Somente nos primeiros meses deste ano, Arapiraca já registrou 399 casos de picadas de escorpião, e, no ano passado, 1.723 casos envolvendo esses animais, o que vem sendo uma preocupação por parte da população local e das autoridades de saúde.

O que fazer em caso de picada

A orientação principal é simples e imediata: lavar o local da picada apenas com água e sabão e procurar atendimento médico o mais rápido possível.

A especialista alertou que práticas caseiras, como o uso de borra de café, fumo ou outras substâncias, não são recomendadas e podem agravar a situação.

Segundo ela, a avaliação médica é essencial para identificar a gravidade do caso. Em situações mais leves, o paciente pode apresentar apenas dor intensa. No entanto, há risco de evolução para sintomas mais graves, como náuseas, vômitos e taquicardia, podendo ser necessário o uso de soro antiveneno, disponível apenas em ambiente hospitalar.

Ana Lúcia reforçou que crianças e idosos têm maior risco de complicações, podendo, em casos mais graves, evoluir para óbito. “São as fases da vida que mais preocupam. Mas qualquer pessoa que sofra esse tipo de acidente precisa buscar atendimento imediato”, destacou.

Animais peçonhentos

A coordenadora também explicou que o procedimento é o mesmo para acidentes com outros animais peçonhentos, como cobras e aranhas. “O tratamento depende do tipo de animal e da gravidade do caso. O soro é o antídoto, mas só deve ser administrado após avaliação médica”, pontuou.

Alerta à população

Diante do aumento dos casos, o hospital reforça a importância da prevenção e da conscientização da população para evitar acidentes, além de procurar rapidamente uma unidade de saúde ao ser vítima de picada de escorpião.

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Fonte: Gazetaweb