O governo federal deu prazo de 48 horas para que três das maiores distribuidoras de combustíveis do país, Ipiranga, Raízen e Vibra Energia, expliquem o aumento recente nos preços. A Vibra, antiga BR Distribuidora, tem forte atuação em Alagoas e abastece grande parte dos postos no estado, o que impacta diretamente os consumidores locais.
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A notificação foi feita nesta quinta-feira (19) pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça, após a identificação de reajustes considerados abruptos e generalizados. Segundo o governo, há suspeita de aumentos abusivos, já que os preços teriam subido antes mesmo de efeitos mais claros da crise internacional, como a guerra no Oriente Médio.
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As empresas têm até sábado (21) para apresentar informações detalhadas sobre volumes de combustíveis comercializados, estoques, pedidos atendidos e critérios de distribuição. Juntas, Vibra, Raízen e Ipiranga respondem por cerca de 60% do abastecimento nacional, o que faz com que qualquer reajuste tenha impacto imediato no bolso do consumidor.
Em Alagoas, motoristas já relatam aumento nos preços nos últimos dias. A forte presença da Vibra no estado acende o alerta de órgãos de defesa do consumidor, que acompanham a situação diante da possibilidade de práticas abusivas.
O governo também investiga indícios de reajustes simultâneos em diferentes cidades, o que pode indicar formação de cartel , prática ilegal que ainda depende de comprovação. O caso foi encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), enquanto Procons de vários estados intensificam a fiscalização em postos e distribuidoras.
Além das três empresas, outras distribuidoras também devem ser investigadas. A apuração ocorre em meio à alta do petróleo no mercado internacional, que voltou a subir com a escalada do conflito no Oriente Médio, pressionando ainda mais os preços dos combustíveis.
A Vibra não comentou o caso até a última atualização. Já a Raízen e a Ipiranga afirmaram que irão prestar esclarecimentos e destacaram que os preços são influenciados por fatores como custos de importação, logística e condições de mercado.
As investigações continuam.



