O presidente dos EUA, Donald Trump \| Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou nesta sexta-feira (20) os aliados da Otan de “covardes” e disse que eles “não quiseram entrar na luta”, em referência à guerra contra o Irã. Segundo Trump, os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não ajudaram os EUA na investida para que o Irã não obtenha uma arma nuclear,…
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chamou nesta sexta-feira (20) os aliados da Otan de “covardes” e disse que eles “não quiseram entrar na luta”, em referência à guerra contra o Irã.
Segundo Trump, os países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não ajudaram os EUA na investida para que o Irã não obtenha uma arma nuclear, também não ajudaram a reabrir o Estreito de Ormuz, fechado por Teerã no início da guerra, e apenas “reclamam” sobre o preço do petróleo. A Otan é formada por 32 países, incluindo os EUA, Canadá e 30 europeus.
“Sem os EUA, a OTAN é um tigre de papel! Eles não quiseram entrar na luta para impedir um Irã com capacidade nuclear. Agora que essa luta está vencida militarmente, com muito pouco risco para eles, reclamam dos altos preços do petróleo que são obrigados a pagar, mas não querem ajudar a abrir o Estreito de Ormuz — uma manobra militar simples que é a principal razão para os altos preços do petróleo. É tão fácil para eles fazer isso, com tão pouco risco. COVARDES, e nós VAMOS LEMBRAR!”, afirmou Trump em publicação na rede social Truth Social.
Relação desgastada
A nova crítica de Trump ocorreu mesmo após Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Holanda — membros da Otan— e Japão terem dito estar prontos para ajudar a liberar Estreito de Ormuz. A via marítima no Oriente Médio é vital para o transporte de petróleo. Por ali, circulam navios transportando cerca de 20% de todo o petróleo consumido no mundo.
Esses países, no entanto, não especificaram de que forma ajudariam na empreitada. Na quinta-feira (19), o secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, já havia chamado aliados europeus de “ingratos”.
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