O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) divulgou nota pública de repúdio após manifestações de cunho racista dirigidas ao juiz do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) Fábio Francisco Esteves, conselheiro do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), e à juíza paranaense Franciele Pereira do Nascimento, auxiliar do Supremo Tribunal Federal (STF).
Os ataques ocorreram durante o evento on-line “Paraná Lilás”, promovido pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR), no último dia 18.
Segundo a coluna Grande Angular, do Metrópoles, durante a participação do juiz, que durou poucos minutos, diversos comentários racistas começaram a aparecer no chat da transmissão do evento. Entre eles, as frases “como que tira esse pontinho preto da tela” e “esse veio da senzala”. Os comentários foram denunciados.
Manifestação do TJMG
Na manifestação, o TJMG expressa solidariedade aos magistrados e destaca a trajetória profissional de ambos, ressaltando a atuação em pautas como o enfrentamento à violência contra a mulher, além de debates ligados ao antirracismo e à garantia de direitos fundamentais.
“O desrespeito e toda forma de preconceito e violência devem ser combatidos nas sociedades democráticas”, afirmou o tribunal mineiro, ao se alinhar a instituições públicas que atuam no combate à discriminação.
A Corte também defendeu a necessidade de investigação rigorosa para identificar os responsáveis pelas ofensas e assegurar a devida responsabilização. Segundo o TJMG, a apuração é essencial para coibir a repetição de ataques dessa natureza em ambientes institucionais.
O caso ganhou repercussão após entidades do Judiciário e associações se posicionarem contra as ofensas racistas registradas durante a transmissão do evento, que discutia políticas de enfrentamento à violência de gênero.




