O Ministério da Defesa da Colômbia concluiu, em uma investigação em conjunto com o Equador, que a bomba equatoriano encontrada no território colombiano entrou no país por acidente. De acordo com a investigação, o explosivo caiu no Equador e ricocheteou, o que fez ele passar a fronteira.
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O episódio foi mais um capítulo das tensões na relação entre os países vizinhos. Na terça-feira passada (17/3), o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, disse que uma bomba, não detonada, foi encontrada no país e que ela tinha vindo do Exército equatoriano.
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Por outro lado, o presidente do Equador, Daniel Noboa, afirmou que o país, em “guerra contra o narcotráfico”, tem realizado bombardeios contra traficantes apenas em seu próprio território.
De acordo com o ministro da Defesa da Colômbia, Pedro Sanchez, a comissão binacional concluiu, nessa segunda-feira (23/3), que o bombardeio não foi dirigido contra a Colômbia.
“As evidências indicam que o ponto de impacto inicial da bomba foi no território equatoriano e que ela teria ricocheteado aproximadamente 210 metros para o território colombiano. O artefato não detonou e não foi registrado nenhum impacto na população”, disse.
A relação entre os países está conturbada desde janeiro, quando o Equador anunciou tarifas de 30% sobre produtos colombianos — aumentadas para 50% em fevereiro, alegando que o governo colombiano “não implementou ações suficientes para resolver problemas do narcotráfico na região”. Em resposta, a Colômbia impôs taxas recíprocas contra produtos do país vizinho.
Bombardeios do Equador
O Equador está empregando uma força-tarefa de 75 mil homens, entre militares e policiais, em uma “guerra ao narcotráfico”.
A atuação, segundo o Exército equatoriano, tem foco em quatro províncias: Guayas, El Oro, Los Ríos e Santo Domingo de los Tsáchilas. Moradores locais têm que acatar à um toque de recolher noturno, e quem não obedecer pode pegar até três anos de prisão, informou o ministro do Interior do Equador, John Reimberg.


