Tebet rebate crítica de Nunes: “Ofensa, foi absolutamente deselegante”. Veja vídeo


Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (PSB) rebateu nesta sexta-feira (27/3) as críticas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) à decisão de concorrer ao Senado pelo PSB em São Paulo. O gestor municipal chamou a pré-candidata de “marionete de Lula”.  “Nunca imaginei que uma pessoa da envergadura dela aceitaria”, disse Nunes, neste mês.

Em resposta, durante evento de filiação que ocorreu na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), a ministra reafirmou que veio a São Paulo devido a um pedido do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e também do vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ela classificou a fala de Nunes como uma “ofensa” machista.

“Está para nascer o homem que vai me direcionar e me fazer de mim uma marionete”, declarou Tebet ao ser questionada por jornalistas.

A pré-candidata emendou com um recado direto ao prefeito: “Ricardo Nunes, você foi absolutamente deselegante com as mulheres brasileiras e você sabe do carinho que eu tenho por você.”

“Não é forma de se fazer política, é uma forma agressiva de dar exemplo, inclusive, para as mulheres. É como quem diz, não venha a mulher fazer política, porque aí nós vamos ter o direito de falar para vocês, mulheres, o que nós não falamos para homens. Eu só pergunto se ele falaria isso se eu fosse homem, se ele teria coragem de dizer isso”, acrescentou Tebet.

Chapa para disputa ao Senado

Na ocasião, Tebet também falou sobre a segunda vaga para o pleito ao Senado na chapa. Além da ministra, Lula tem outras duas opções para o time encabeçado pelo ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), que disputará o governo de São Paulo: a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), ou o ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB).

“A gente vem pra somar, a gente não vai dividir. Seja quem for que estiver ao meu lado como pré-candidato ou pré-candidata, cada voto que eu pedir, eu vou pedir pro meu companheiro ou minha companheira de chapa”, avaliou.

Tebet opinou que sempre irá preferir uma mulher “em todos os lugares, nos espaços de poder”. Contudo, ponderou: “Mas a gente sabe que entre o ideal e o possível, a gente tem que ficar com o possível. A chapa forte significa uma frente ampla, que eu acho que é o que eu represento, que o PSB representa, ao lado do pré-candidato que nós temos que é Fernando Haddad”, disse. “Se houver uma questão interna também a ser decidida em relação a Márcio França, esse será o encaminhamento.”

Durante o evento do PSB, Márcio França (PSB) falou ao Metrópoles que está aguardando uma conversa com o presidente Lula que deve ocorrer na terça-feira (31/3). Em meio à incerteza em relação ao Senado, ele reafirmou que gostaria mesmo era de concorrer ao governo de São Paulo, mas que tem “bom senso”.

“Acho que dá para a gente tentar encontrar alguma fórmula aí. Eu tive com a Haddad, foi muito boa a conversa, mas vamos esperar o presidente Lula, que é quem no fundo apita o jogo”, afirmou. “Sugiro fazer igual o Ancelotti [técnico da Seleção Brasileira]: leva todo mundo e deixa de sobreaviso. Na hora que precisar, coloca um, coloca outro. Se fosse o presidente Lula, deixava essa equipe dos nomes principais de São Paulo em stand-by para poder eventualmente ocupar alguma dessas funções”, acrescentou.

Também no evento, o ex-ministro José Dirceu (PT), pré-candidato a deputado federal, vaticinou que Lula já decidiu manter o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato a seu vice na eleição. “Já está decidido”.



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