Laudo confirma abate de elefante-marinho Leôncio em Alagoas


Elefante-marinho chegou em Maceió

Elefante-marinho chegou à praia de Maceió. Foto: Cortesia/Instituto Biota

O Instituto Biota de Conservação protocolou, na madrugada deste sábado,4,  o laudo oficial da necropsia do elefante-marinho conhecido como Leôncio nos sistemas do Ministério Público Federal (MPF), do IBAMA e do Instituto do Meio Ambiente (IMA). A medida formaliza a denúncia de crime ambiental após o exame veterinário confirmar que o animal, encontrado morto no…

O Instituto Biota de Conservação protocolou, na madrugada deste sábado,4,  o laudo oficial da necropsia do elefante-marinho conhecido como Leôncio nos sistemas do Ministério Público Federal (MPF), do IBAMA e do Instituto do Meio Ambiente (IMA). A medida formaliza a denúncia de crime ambiental após o exame veterinário confirmar que o animal, encontrado morto no dia 31 de março em Jequiá da Praia, litoral sul de Alagoas, sofreu um abate intencional com uso de instrumentos cortantes enquanto ainda estava vivo.

Detalhes da necropsia

O relatório técnico, assinado pelo biólogo Bruno Stefanis, coordenador do Biota, revela um cenário de extrema violência. Segundo o instituto, o animal apresentava traumatismo crânio-facial e uma fratura completa no osso zigomático (maçã do rosto). A perícia identificou superfícies de corte retas e planas nos ossos, o que comprova a ação humana por meio de objetos contundentes e cortantes.

“Essas agressões foram tão violentas que vários ossos do animal foram cortados e mutilados. Infelizmente, isso ocorreu enquanto ele ainda tinha vida”, afirmou Bruno Stefanis em comunicado.

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Trâmite legal e investigação

O protocolo eletrônico junto ao IBAMA (Nº 26814216) e ao MPF (Nº 20260029609) visa garantir que os responsáveis pelo crime sejam identificados e punidos conforme a legislação ambiental brasileira. Além dos órgãos federais, o Instituto Biota encaminhou o documento por e-mail para o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA); ICMBio (Centro de Mamíferos Aquáticos); e Reservas Extrativistas (RESEX) de Jequiá, APA Costa dos Corais e Piaçabuçu.

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A jornada de Leôncio

O elefante-marinho percorreu cerca de 220 km pelo litoral alagoano desde o dia 11 de março, tornando-se uma figura carismática para moradores e turistas.

No momento do ataque, o animal estava em processo de troca de pelagem, período em que fica mais vulnerável e necessita de repouso fora da água.

Apesar do monitoramento diário e das campanhas de conscientização, a “passagem tranquila” esperada pela equipe técnica terminou de maneira trágica e criminosa.

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