Mercado Maceió é reaberto após anos de abandono e ganha nova estrutura


“Quando um equipamento público é construído dessa maneira, a tendência é que toda a região acompanhe o crescimento, receba novos negócios, hospitais e oportunidades. Foi necessária uma avaliação rigorosa de engenharia, devido ao grau de complexidade, mas conseguimos elevar o solo para suportar a estrutura. Poderia parecer um desafio inalcançável para uma população já desacreditada, mas não podíamos ignorar as memórias, os vínculos e todo o ecossistema que gira em torno desse patrimônio de Maceió”.

Décadas de descaso

O local que recebeu a primeira fase da requalificação é um prédio construído em 1970, pelo renomado e saudoso arquiteto uruguaio Eladio Dieste. Também engenheiro, Eladio criou o sistema das abóbadas de dupla curvatura em alvenaria, popularmente chamado de arco, e o implantou no Mercado da Produção. O prédio com teto em arcos virou símbolo do patrimônio histórico de Maceió e foi preservado na revitalização a partir de uma exigência do prefeito JHC.

A reforma do Mercado da Produção é uma demanda antiga de feirantes, consumidores e moradores da região, que já estavam desacreditados em um resultado real. Apesar de ser essencial para o abastecimento popular e geração de renda na capital, o lugar conviveu por décadas com alagamentos, mau cheiro, acúmulo de lixo e passagem irregular de animais domésticos próxima a mantimentos. A falta de condições higiênico-sanitárias mínimas também afetava o dia a dia de comerciantes, clientes e fornecedores.

Obras continuam

As obras do Mercado da Produção devem levar cerca de dois anos para a finalização total. A Prefeitura de Maceió praticamente ergue a construção do zero, com elevação de solo e outras intervenções de engenharia de aterros, para que não ocorram mais alagamentos. O novo mercado terá cerca de 40 mil metros quadrados, tamanho três vezes maior que o atual e tem obras estimadas em mais de R$ 240 milhões. As intervenções são realizadas por módulos, com o remanejamento organizado para que comerciantes não fiquem sem trabalhar.

O espaço total terá capacidade para mais de dois mil permissionários – 50% a mais que o atual mercado, e contemplará estacionamento para 900 veículos. O projeto inclui energia solar e reaproveitamento de água, praça de alimentação, jardim, área de convivência, creche Gigantinhos e bloco administrativo com serviços da prefeitura. Além de oferecer um espaço digno para feirantes e consumidores, o objetivo da gestão é transformar o Mercado da Produção em um novo cartão-postal de Maceió.





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