A tradição de não consumir carne vermelha em datas específicas do calendário católico, como a Sexta-Feira Santa, segue sendo um dos rituais mais conhecidos da fé cristã. Ainda assim, há quem não consiga seguir a orientação à risca — seja por esquecimento, necessidade ou até por escolha.
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De acordo com as normas da Igreja Católica, o consumo consciente de carne nesse dia, quando feito de forma deliberada, é considerado uma falta grave dentro da doutrina. Nesses casos, a recomendação tradicional é buscar o sacramento da confissão.
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Por outro lado, a própria instituição prevê exceções: pessoas com problemas de saúde, gestantes, trabalhadores submetidos a esforço físico intenso ou indivíduos em situação de vulnerabilidade podem ser dispensados da prática.
As diretrizes estão previstas no Código de Direito Canônico, documento oficial promulgado pelo papa João Paulo II em 1983. O texto estabelece que a abstinência é obrigatória a partir dos 14 anos, enquanto o jejum se aplica a adultos até os 60 anos, sempre levando em consideração condições individuais.
Para quem acabou consumindo carne na data, a Igreja também aponta caminhos. É possível substituir o gesto por outras formas de penitência, como ações de solidariedade, oração ou práticas de devoção. A ideia é manter o sentido espiritual do período, priorizando atitudes que reforcem a fé e o compromisso com o próximo.


