O presidente dos EUA, Donald Trump \| Foto: REUTERS/Jonathan Ernst
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (6) que os Estados Unidos podem tomar “o Irã inteiro em apenas uma noite”. “O Irã pode ser tomado em uma noite, e talvez seja na terça-feira à noite”, disse Trump, no início de um pronunciamento na Casa Branca. Terça-feira (7) é o prazo dado por Washington para…
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (6) que os Estados Unidos podem tomar “o Irã inteiro em apenas uma noite”.
“O Irã pode ser tomado em uma noite, e talvez seja na terça-feira à noite”, disse Trump, no início de um pronunciamento na Casa Branca.
Terça-feira (7) é o prazo dado por Washington para a reabertura do Estreito de Ormuz, fechado pelo Irã desde que o país foi atacado por EUA e Israel, em 28 de fevereiro.
Trump ameaçou Teerã dizendo que, caso não haja um acordo “aceitável” com o Irã, “todas as pontes no Irã vão ser dizimadas à meia-noite de terça-feira” e “todas as usinas de energias estarão demolidas”.
Trump deu detalhes do resgate dos pilotos cujo caça F-15E havia sido abatido em espaço aéreo iraniano dias antes.
No mesmo evento, o secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, disse a repórteres que o maior volume de ataques desde o primeiro dia da operação contra o Irã ocorreria nesta segunda-feira — e afirmou que ainda mais estão previstos para terça.
No domingo (5), em uma postagem nas redes sociais, Trump disse que vai atacar infraestrutura civil caso o governo iraniano não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até a terça-feira (7).
O governo iraniano, segundo agências de notícias do país, expressou preocupação de que os ataques podem constituir um crime de guerra.
👉 Contexto: as normas do direito internacional que regem guerra proíbem países de atacar alvos civis em casos de conflitos e estabelecem que casos do tipo podem constituir um crime de guerra, a ser julgado por um tribunal internacional.
‘Tomaria o petróleo se pudesse’
Também nesta segunda, Trump afirmou que, se pudesse escolher, tomaria o petróleo do Irã.
“Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã), mas infelizmente os cidadãos norte-americano querem que a gente termine a guerra”, declarou o norte-americano à imprensa durante um evento de Páscoa na Casa Branca nesta segunda.
Na conversa com jornalistas, Trump voltou a dar declarações ambíguas sobre a relação com o Irã. Primeiro, disse achar que o governo iraniano está negociando “de boa fé”. Logo depois, no entanto, afirmou estar “muito chateado” com o país e que, por isso, o Irã vai “pagar um grande preço por isso”.
O presidente dos EUA também confirmou ter rejeitado a proposta de cessar-fogo mediada pelo Paquistão. Como justificativa, disse que o texto “foi um ato significativo (por parte do Irã), mas ainda não bom o suficiente”.
Mais cedo, o Irã também rejeitou a proposta, segundo a agência de notícias estatal iraniana Irna, alegando que prefere um acordo para um fim definitivo da guerra, e não apenas uma trégua.
Trump confirmou, ainda, que o novo “prazo final” para que o Irã reabra o Estreito de Ormuz é nesta terça-feira (7), como havia indicado em postagem mais cedo. E disse que “poderíamos sair agora mesmo se quiséssemos, mas eu quero terminar o trabalho”.
No domingo, ele usou palavrões ao se referir ao Irã e chamou o governo do país persa de “bastardos malucos”.
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