A morte do elefante-marinho Leôncio, registrada no litoral de Alagoas, ganhou um novo desdobramento e deve passar a ser investigada pela Polícia Federal. Um ofício foi encaminhado a órgãos federais solicitando a apuração do caso, que já vinha sendo acompanhado por entidades ambientais.
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De acordo com informações levantadas até o momento, a necropsia realizada pelo Instituto Biota apontou que o animal foi vítima de ação humana. O laudo indica que Leôncio pode ter sido morto com o uso de um objeto cortante, como um facão ou instrumento semelhante.
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Apesar da constatação, ainda não há identificação dos responsáveis pelo crime. O caso segue em investigação e novos encaminhamentos devem ocorrer após o período do feriadão da Páscoa.
Segundo a presidente da Comissão de Bem-Estar Animal da OAB em Alagoas, Adriana Alves, o caso foi direcionado à esfera federal por se tratar de um animal silvestre, o que caracteriza crime ambiental de competência da União.
“Por ser um animal silvestre, a competência é federal. Por isso, encaminhamos o ofício ao Ministério Público Federal, solicitando a instauração do procedimento”, explicou.
A representante também destacou que diversas instituições ambientais seguem mobilizadas para acompanhar o caso e cobrar a responsabilização dos envolvidos.
A repercussão do caso ultrapassou os limites do estado e ganhou destaque nacional, mobilizando autoridades e figuras públicas. O deputado estadual Leonam Pinheiro também acionou a Polícia Federal, solicitando investigação detalhada, realização de perícias complementares e punição dos responsáveis.
“As pessoas precisam ser investigadas, identificadas e punidas imediatamente”, afirmou o parlamentar.
A expectativa é de que, nos próximos dias, haja avanço nas investigações com a formalização de procedimentos por parte dos órgãos federais. O caso segue sendo acompanhado por entidades ambientais e autoridades locais.



