Senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado -Foto: Senado Federal do Brasil
A proposta de nova CPI no Senado, desta vez para investigar relações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) com grupos criminosos, assim, direto e reto, de autoria do senador Alessandro Vieira (MDB-SE), já conta com 40 assinaturas, quase metade de toda a Casa. Vieira está convencido de que o Master não era banco e sim uma organização criminosa envolvida em lavagem de dinheiro, estelionato, corrupção e fraudes. E que manteve relações impróprias com ministros do STF.
Vínculos na lupa
Com a CPI, Vieira quer apurar a natureza e a extensão de eventuais vínculos pessoais, financeiros ou institucionais de ministros com Vorcaro.
Casos concretos
O senador citou Dias Toffoli e Alexandre de Moraes como ministros cujos vínculos com o ex-dono do Banco Master devem ser investigados.
Até que ponto?
A CPI, diz oponente, deverá esclarecer se as relações entre esses personagens influenciaram decisões dos Poderes da República.
Zero chance
O desafio será combinar com Alcolumbre, o zagueiro, que não permitirá a CPI. Por medo ou pacto, ele veta investigações contra ministros do STF.
Advogado-Geral da União, Jorge Messias e Lula (PT) – (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
Governo vê armadilha para Messias em dosimetria
Governistas foram pegos de surpresa com a decisão do presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP), de pautar para apreciação no Parlamento do veto do presidente Lula à redução de pena dos condenados pelo 8 de janeiro de 2023. São duas as certezas entre os apoiadores do petista: que o veto vai cair e que a questão vai parar no Supremo Tribunal Federal (STF), endereço pleiteado por Jorge Messias (AGU), que atuou contra os envolvidos na quebradeira em Brasília.
Aquele é outro
Messias, que ajuizou quase 40 ações cobrando grana preta dos arruaceiros, vai ter a dura missão de convencer que é isento no caso.
Esquenta
Até entre aliados do AGU o clima não é de otimismo. A apreciação do veto, reivindicação da oposição, será um dia após a sabatina de Messias.
Ausência sentida
O assunto nos corredores do Senado nesta quinta (9) foi o jantar para Messias na noite anterior. Alcolumbre fez questão de não dar as caras.
Tacacá no STF
Quem organizou o regabofe para Jorge Messias, o Bessias, indicado de Lula para o STF, foi um conterrâneo pouco conhecido de Davi Alcolumbre, senador Lucas Barreto (PSD).
Ficou chato
O clima não é dos melhores no Supremo, com o julgamento do mandato tampão para o Governo do Rio de Janeiro. É que já tem decisão do TSE sobre isso e três dos ministros efetivos da Justiça Eleitoral são do STF.
A ficha do distinto
Relator da indicação de Jorge Messias, Weverton Rocha (PDT-MA), amigo pessoal do “Careca do INSS”, está na lista de indiciados no relatório da CPMI do INSS. Também é usuário de jatinhos de Vorcaro.
Governistas na lista
Três senadores do PSD assinaram o pedido de CPI para investigar relações de ministros do STF com o Master, assim como dois do PSB, partido do vice Geraldo Alckmin: Jorge Kajuru (GO) e Flávio Arns (PR).
Pendurado na brocha
Edegar Pretto agora espera para ver se e onde vai ser encostado por Lula. Deixou a chefia da Conab para disputar o governo do Rio Grande do Sul, mas Lula mandou cancelar tudo: o PT apoiará o PDT no Estado.
Tomado e devolvido
Vale tudo mesmo em ano eleitoral. A grana que o governo vai liberar para reduzir o endividamento dos trabalhadores, cerca de R$7 bilhões, é dos próprios trabalhadores. Vem do confisco mensal do FGTS.
Tipo INSS
O senador Rogério Marinho (PL-RN) denunciou tentativa do governo de financiar sindicatos autorizando parceria com os pelegos para “apoiar” pescadores a receber o seguro-defeso. A proposta acabou rejeitada.
Tapete puxado
Marina Silva, que já tomou rasteira do PT, não aprende: a vaga para disputar o Senado já começa a subir no telhado. Outro ex-ministro de Lula, Márcio França (PSB), quer a vaga na chapa petista em São Paulo.
Pensando bem…
…tem astronauta retornando à Terra e País indo pro espaço.



