Mandante de assassinato de empresário no DF é preso na Colômbia. Vídeo


A Polícia Nacional da Colômbia prendeu, nessa quinta-feira (9/4), o colombiano Brahyam Angulo Rendón, 24 anos, identificado pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) como mandante da morte do empresário Carlos Augusto Medeiros, 36, no fim de setembro de 2025, em Taguatinga (DF).

O criminoso estava na lista de alerta vermelho de pessoas procuradas pela Interpol. A prisão de Brahyam foi divulgada pelo general e diretor-geral da Polícia Nacional da Colômbia, William Oswaldo Rincón Zambrano.

Na publicação, o general reforçou que o indivíduo “é apontado como o planejador e executor de homicídios seletivos, especialmente em Brasília”.

“Realizamos a captura de Brahyam Angulo Rendón, que contava com uma notificação vermelha da Interpol e era procurado pelas autoridades do Brasil pelo crime de homicídio agravado [homicídio qualificado]. Graças ao trabalho da nossa policia, sua trilha de violência termina hoje”, disse.

Com a prisão de Brahyam, dois, dos três investigados envolvidos na morte do empresário, foram capturados. O primeiro deles foi o atirador Johny Alexander Saldarriaga Guapache, detido pelos policiais civis da 17ª Delegacia de Polícia (Taguatinga Norte), na cidade de Fortaleza (CE).

O terceiro investigado, Bryan Danilo Moreno, suspeito de ter dado apoio ao atirador, segue foragido.

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Brahyam Angulo Rendon, 24 anos

Bryan Danilo Moreno, de 28 anos
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Bryan Danilo Moreno, de 28 anos

Divulgação/PCDF

Brahyam Angulo Rendon, 24 anos
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Brahyam Angulo Rendon, 24 anos

Divulgação/PCDF

Relembre o caso

A 17ª DP concluiu que Carlos Augusto Medeiros, conhecido como Carlinhos, foi executado por engano por um agiota colombiano. Ele era dono da distribuidora onde foi morto a tiros em 25 de setembro de 2025, conforme mostra o vídeo acima na reportagem.

Após perícia e colaboração da Polícia Federal (PF), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) identificou o atirador como sendo um indivíduo de nacionalidade colombiana de 28 anos, que teria vindo de São Paulo. Ele teve a prisão decretada pelo Tribunal do Júri de Taguatinga.

Com a prisão do atirador foi possível constatar que o verdadeiro alvo dos disparos seria um indivíduo de nacionalidade colombiana, que frequentava um restaurante colombiano que ficava em cima do comércio de Carlos, e que também estaria envolvido na guerra de agiotagem. Carlos foi confundido com o real alvo e foi morto por engano.

Após o crime foram levantadas diversas hipóteses que pudessem levar alguém a matar a vítima, porém ela não tinha nenhum tipo de inimizade que o justificasse o assassinato.

Assim, os policiais civis empreenderam diversas diligências seguindo o rastro do autor, que fugiu na motocicleta em direção a Valparaíso de Goiás (GO), no Entorno do DF.

Junto à Polícia Civil de Goiás (PCGO) constatou que existe uma guerra envolvendo dois grupos de agiotas colombianos que atuam na região, a qual já teria vitimado duas pessoas.



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