Belo Horizonte — A sessão de julgamento dos acusados de participação na chacina ocorrida durante uma festa infantil, em maio de 2024, foi adiada nesta segunda-feira (13/4), em Ribeirão das Neves, na região metropolitana de Belo Horizonte.
O julgamento seria realizado no Tribunal do Júri da comarca, mas acabou suspenso após a suspeita de infecção por tuberculose em um dos réus, o que impediu a presença dele na sessão.
O pedido de adiamento partiu das defesas de todos os acusados e teve concordância do Ministério Público. Segundo as partes, não seria possível realizar o julgamento de forma separada, sob risco de nulidade do processo. A avaliação é de que os oito réus devem ser julgados conjuntamente.
Diante da situação, o juiz responsável decidiu suspender a sessão para garantir o andamento regular do processo e o direito à ampla defesa. Ainda não há previsão para uma nova data de julgamento.
Relembre o caso
A chacina ocorreu durante uma festa de aniversário infantil e, segundo a Polícia Militar, teria sido motivada por um acerto de contas relacionado ao tráfico de drogas.
O principal alvo seria Felipe Júnior Moreira Lima, de 26 anos, pai do aniversariante. Ele foi morto com 12 tiros.
Durante o ataque, o filho dele, Heitor Felipe, de 9 anos, e a prima, Layza Manuelly de Oliveira, de 11, também foram baleados e não resistiram. Outras três pessoas — uma adolescente de 13 anos, a mãe dela, de 41, e uma jovem de 19 anos — ficaram feridas e foram socorridas ao Hospital Risoleta Neves.
Heitor atuava nas categorias de base de clubes como Atlético e América.
De acordo com testemunhas, Felipe vinha recebendo ameaças havia cerca de três meses. A Polícia Militar aponta que ele teria ligação com criminosos ligados ao tráfico no bairro Morro Alto, em Vespasiano, e que o crime estaria relacionado à disputa por pontos de venda de drogas.



