Polícia aponta indícios de que 3ª pessoa induziu jovem a denunciar estupro coletivo em Rio Largo


— Foto: Reprodução/TV Gazeta

A Polícia Civil de Alagoas (PC/AL) concluiu as investigações sobre o caso envolvendo a denúncia de um suposto estupro coletivo em Rio Largo, na Região Metropolitana de Maceió, e aponta que uma terceira pessoa teria induzido a jovem de 18 anos a relatar falsamente o crime. O ex-namorado e a ex-cunhada da mulher foram presos.

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De acordo com a delegada Zenilde Pinheiro, do Núcleo Especializado no Atendimento à Mulher de Rio Largo, a investigação reuniu provas digitais, depoimentos de testemunhas e análise de imagens de câmeras de segurança, além de materiais extraídos dos celulares dos investigados. Diante das provas, a vítima confessou que inventou a história.

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“Nós tivemos acesso a diversas provas digitais retiradas dos celulares dos acusados, provas oferecidas voluntariamente por testemunhas, ouvimos diversas testemunhas, pessoas que tiveram contato com a vítima enquanto ela estava supostamente em cárcere privado, analisamos câmeras de estabelecimentos e, por fim, confrontada com os elementos de investigação, a própria vítima confessou que havia denunciado caluniosamente essas pessoas”, afirmou a delegada.

Segundo a Polícia Civil, diante dos elementos apurados, houve o não indiciamento dos investigados pelos crimes inicialmente denunciados, além do indiciamento da jovem por denunciação caluniosa. A autoridade policial também informou que ela e a pessoa apontada como responsável por induzir a denúncia devem responder na forma da lei.

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“Optamos pelo não indiciamento dos acusados e pelo indiciamento por denunciação caluniosa. Acredito que eles serão postos em liberdade e a jovem irá responder nos rigores da lei, bem como a terceira pessoa, que já foi identificada, ouvida e também indiciada”, completou Zenilde Pinheiro.

Zenilde Pinheiro também alertou para o impacto desse tipo de caso em investigações de violência doméstica e sexual. Segundo ela, situações como essa podem prejudicar a credibilidade de denúncias reais.

“Se tratando de violência doméstica, às vezes a vítima só possui sua palavra como prova. Esse fato gera um precedente muito perigoso, tornando frágil a palavra de vítimas reais em futuras investigações”, afirmou.

O caso

O caso teve início após a jovem, de 18 anos, denunciar ter sido vítima de estupro coletivo, cárcere privado e ameaças. Segundo o relato inicial, ela teria sido levada pela ex-cunhada até uma residência, onde teria sido mantida em cárcere por mais de dez dias e submetida a abusos sexuais.

A vítima também relatou que os agressores gravaram e divulgaram os crimes na internet. Ainda conforme a denúncia, a ex-cunhada usou perfis falsos para entrar em contato com familiares da jovem.

O caso veio à tona no dia 29 de março, quando o Hospital Ib Gatto Falcão acionou a Patrulha Maria da Penha após identificar sinais de violência sexual. A jovem foi encaminhada para atendimento médico e registro da ocorrência.

O ex-namorado da vítima e a ex-cunhada foram presos em flagrante, com as prisões posteriormente convertidas em preventivas. Ambos estavam detidos ao longo da investigação.

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Fonte: Gazetaweb